Bem-vindo/a ao blog da coleção de História nota 10 no PNLD-2008 e Prêmio Jabuti 2008.

Bem-vindos, professores!
Este é o nosso espaço para promover o diálogo entre as autoras da coleção HISTÓRIA EM PROJETOS e os professores que apostam no nosso trabalho.
É também um espaço reservado para a expressão dos professores que desejam publicizar suas produções e projetos desenvolvidos em sala de aula.
Clique aqui, conheça nossos objetivos e saiba como contribuir.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Olhares judeus de pura razão e humanismo para enfrentar o sionismo



Reproduzo aqui do Vi o mundo os seguintes artigos: "O próximo passo" de Gideon Levy, jornalista israelense que escreve no Haaretz, Telavive e "Israel x Gaza. Como incendiar o mundo muçulmano" do historiador Gabriel Kolko.
Todas as charges fazem parte da exposição ocorrida recentemente na Jordânia, intilulada Gaza Cartoons.
Não deixe de ler também no Vi o mundo a interessante análise de Fisk sobre as relações entre o novo presidente dos EUA e o Oriente Médio, AQUI.


Mais uma vez choro, o texto de Levy condensa o dossiê da barbárie registrada em fotografias que decidi publicar hoje aqui no blog da História em Projetos. Por mais chocante que seja ver o horror ao vivo e a cores, seria hipocrisia poupar nossos olhos, precisamos olhar com olhos de ver, para parar de naturalizar a violência e ficarmos imóvel diante de tanto horror.

Que a visão humanista destes poucos israelenses prevaleça sobre a barbárie. Que os facínoras que provocaram tanta destruição sejam julgados e paguem efetivamente por desumanizar a vida na Palestina.


O próximo passo

Gideon Levy, 23/1/2009, Haaretz, Telavive



A vasta maioria festejou aos gritos, uma minoria muito pequena gritou em silêncio, como um assovio na escuridão. A imensamente dominante maioria só queria mais e mais, a minoria muito pequena só queria que aquilo parasse. A absoluta maioria gargalhou, encomendou pizzas e filmes com cenas dos bombardeios, e muitos subiram aos telhados próximos à fronteira de Gaza, com os filhos, para assistir ao massacre com seus próprios olhos. Uma mínima maioria tentou protestar, encolhida de vergonha e de culpa, a cada nova imagem que chegava de Gaza.

Nunca antes, desde o verão de 1967, viu-se tão eficaz lavagem cerebral, e tal coro tão uniformemente manipulado – e voltou então o coro nacionalista bestial, insensível, cego. Mas agora, a poeira baixou nas ruínas, e não há bandagem suficiente para cobrir todas as chagas; os cemitérios cheios, os hospitais lotados; os feridos, os quebrados, os incapacitados, os amputados, os aleijados, os traumatizados, os enlutados, os milhares de feridos e as dezenas de milhares de novos desabrigados e sem-teto tentam reabilitar o que possam. Agora, é tempo de elaborar sobre alguma alternativa à guerra mais brutal e mais cruel de toda a história de Israel, e a mais completamente desnecessária.

Primeiro, há caminho que Israel jamais quis trilhar. Nem Oslo nem a retirada de 2005 foram suficientes. Sendo a guerra sempre o meio preferido e a violência sem freio, Israel praticamente sempre falou pela força, só a violência, como única linguagem. Pela força e por golpes, Israel fez a guerra, mais uma guerra. A força veio do exército; os golpes, da imprensa. Qualquer via alternativa foi sempre condenada.

Segundo, nunca é possível reconstruir, seja o que for, a partir só do que se ouve num determinado instante. Temos de lembrar o contexto, e o contexto sempre foi distorcido, a ponto de ter-se tornado irreconhecível.

O cessar-fogo com o Hamás foi firmado dia 19/6/2008. Foi recebido com frieza em Israel e com o azedume com que se recebem movimentos políticos. Ehud Olmert disse que seria "frágil e de curto-prazo", como profecia feita para se autocumprir. Nos meses seguintes, Israel foi intoxicada pelos mais aterrorizantes relatórios e análises dos serviços de segurança, sobre o quanto o Hamás se estaria armando, sobre os danos causados pelo cessar-fogo, pelos perigos que ameaçavam os israelenses por causa do cessar-fogo e sobre o quanto o Hamás, só o Hamás, beneficiava-se com o cessar-fogo. Apagou-se do mundo o fato de que os moradores do sul de Israel viveram tempos de sossego, praticamente sem nenhum Qassam. As centenas de túneis em Rafah, a maiorias dos quais traziam oxigênio para Gaza sitiada – à qual, mesmo quando se abriam os postos de fronteira, Israel sempre proibiu a chegada dos bens indispensáveis à vida, cadernos para as crianças, cimento para construir – foram descritos em Israel como se existissem exclusivamente para o contrabando de armas: túneis demoníacos, pelos quais teria passado tudo que, de algum modo, se assemelhasse a armas nucleares.

A nua verdade sobre o que estava sendo contrabandeado pelos túneis só foi conhecida na guerra: pouca, parca, fraca munição.

O acordo de cessar-fogo, é preciso lembrar, incluía que Israel abriria os postos de fronteira. Depois de assinado o acordo, Israel decidiu que os postos de fronteira permaneceriam fechacos, porque a passagem de Karni seria "inadequada".

Depois, começou o método "zipper": fechavam-se os postos de passagem depois de cada rojão Qassam, o velho método do chicote-e-cenoura. Sim, claro que houve Qassams e morteiros – poucos, desnecessários, improdutivos, errados, estéreis – que deveriam ter sido relevados com sabedoria. A cada evento, uma nova e maior violação do acordo de cessar-fogo, por Israel, que incluiu invasão por terra, dia 4/11/2008, para explodir uma casa e um túnel e para assassinar seis homens do Hamás – e que foi completamente ato de guerra de Israel a Gaza.

Depois disso, tudo se deteriorou muito rapidamente, como Israel previa, como Israel aparentemente quis que acontecesse.

Ainda que não se incluísse na discussão uma única palavra sobre o contexto amplo, histórico – os refugiados que vivem em Gaza desde 1948, o que os torna refugiados de guerra e os 40 anos de ocupação em Gaza, desde 1967 – o contexto a ser considerado hoje tem de incluir, necessariamente, o sítio e o boicote que Israel e a comunidade internacional impuseram (i) ao Hamás, partido que chegou ao poder mediante eleições perfeitamente democráticas, em janeiro de 2006; e (ii) também contra o governo palestino de unidade nacional estabelecido em março de 2007.

Tudo isso aconteceu antes de o Hamás assumir o controle de Gaza, pela força, por golpe, depois de não conseguir instituir-se como poder democrático, nascido de eleições democráticas, pelo tipo de oposição que lhe fez o partido Fatah. Todo esse curso de eventos teria de ter sido conduzido de outro modo, mas, então, o leite e o sangue já estavam derramados.

Nem o Hamás deveria ter sido boicotado, nem Gaza deveria ter sido sitiada. Israel nada ganhou nem com o boicote nem com o bloqueio. O resultado está aí, a vista de todos: estamos olhando para ele.

Desde a questão com a OLP (Organização de Libertação da Palestina), há anos, o rejeicionismo israelense nada trouxe de bom; só trouxe mais e mais violência, novos ciclos de violência e de radicalização, tanto dos palestinos quanto dos israelenses.

Hoje, o Hamás é mais forte do que era antes da guerra; a guerra sempre fortalece os extremismos, de todos os lados, o deles e o nosso. Depois a OLP converteu-se em Hamás e hoje é Jihad Mundial. Gaza não se tornou "moderada", como interessaria a Israel; está sangrando, devastada, e Israel nada lhe ofereceu, até hoje.

O sítio de Gaza fracassou, o bloqueio só trouxe danos, mesmo que se ignorem todos os seus aspectos ilegais e imorais. Agora, em vez de bloqueio – que a legislação internacional define como "castigo coletivo" e considera crime –, Israel está obrigada a abrir todas as passagens de fronteira. Abri-las, não fechá-las. Abri-las para a passagem de artigos de primeira necessidade, é claro, sim, e abri-las para a passagem de pessoas. Hoje. Abertura controlada, como em todas as fronteiras do mundo, mas abri-las.

Gaza precisa de uma passagem para o mundo, e essa passagem tem de passar por Israel. Israel não pode continuar a fingir que não ocupa Gaza há 40 anos, como se a ocupação não tivesse jamais existido e, agora, 'entregar' Gaza aos egípcios. O destino de Gaza é responsabilidade de Israel.

Passagens de fronteira desimpedidas e uma via livre de acesso aos territórios ocupados da Cisjordânia e com o mundo é um dos direitos básicos dos habitantes de Gaza.

Hoje, o primeiro-ministro de Israel, qualquer primeiro-ministro, todos os primeiros-ministros, têm de abrir diálogo com a Palestina, com toda a nação palestinense. Não apenas mais um diálogo, diálogo por diálogo, como o escritor David Grossman sugeriu essa semana no Haaretz – Israel já consumiu sua quota de falsos diálogos – mas negociações práticas, com objetivo, determinadas, com o claro e declarado objetivo de pôr fim à ocupação. Assim se demonstraria o "poder de contenção", a mais importante de todas as promessas e de todas as soluções.
As negociações, agora, têm de visar ao estabelecimento de um Estado Palestino, nas fronteiras de 1967, que são as máximas fronteiras legais de Israel e as fronteiras mínimas, legais, da Palestina. Deve parar hoje a construção de qualquer colônia. Devem-se tomar as medidas necessárias para evacuar todas as colônias da face da terra.

Basta de conversas rasas e ocas sobre se Israel estaria "preparada" para a Solução dos Dois Estados. Basta de exibir pesquisas que mostram que isto ou aquilo seria "o que a maioria dos israelenses" deseja ou não deseja. Basta de repetir o que tantos políticos e diplomatas teriam algum dia dito, contra ou a favor do Estado da Palestina. É hora de fazer acontecer o Estado da Palestina.

De nada adianta falar com o presidente Máhmude Abbas (Abu Mazen) e, ao mesmo tempo, prosseguir a construção de mais uma colônia em Modi'in Ilit. É impossível continuar a falar só com Máhmude Abbas, porque ele é ontem, é o homem de ontem para os palestinos e só representa uma pequena parte dos palestinos.

Hoje, Israel tem de falar com o Hamás. Imediatamente. Pelo menos, tem de tentar falar com o Hamás.

Também no Hamás há homens prontos a por de lado sonhos de ontem e visões do futuro, em nome de construir um presente melhor.

É hora de libertar os prisioneiros, as centenas de prisioneiros, uns prisioneiros políticos, outros prisioneiros de guerra. Eles também têm de poder manifestar suas esperanças nacionais, hoje.

E também, imediatamente, Israel tem de dizer "Sim" à Síria, imediatamente, antes de que também esse momento propício seja desperdiçado: a paz, em troca das colinas de Golan. Hoje. É possível fazer a paz com a Síria, mediante negociações.

Ao mundo árabe, Israel tem de dizer: queremos discutir a iniciativa saudita.

À comunidade internacional e aos próprios israelenses, Israel deve declarar: erramos; cometemos o pecado de matar, por arrogância, nessa guerra; e pedimos perdão, do fundo do coração. Mas nem isso adiantará, se Israel não mudar, radicalmente, a direção do seu modo de pensar e de operar no mundo.

Precisamente a partir dessa guerra horrenda, Israel pode começar a mudar. A partir do luto, das ruínas, dos feridos. Basta.

Israel já provou seu prodigioso – talvez prodigioso demais – poder militar, inúmeras vezes, prodígio sobre prodígio, e o quanto Israel não tem nenhum poder de autocontenção.

Israel já provou que "o meu é maior", mais violento, mais mortífero. É possível mudar de direção agora, depois dessa guerra terrível, horrenda, tanto quanto, depois da Guerra do Yom Kippur foi possível fazer a paz com o Egito (paz que também poderia ter sido alcançada sem guerra).

Mas Israel sempre se repete: concessões, se alguma, só depois de banhos de sangue.

Levantar o sítio de Gaza, pôr fim ao bloqueio, dialogar com o Hamás, paz com a Síria, aceitar a iniciativa árabe – esses são passos práticos.

Mas, antes disso, tem de acontecer uma mudança de fundo, em Israel. Depois de décadas de demonização e desumanização dos árabes, é tempo, hoje, de reconhecer que são como nós, exatamente como nós, iguais a nós. Têm sentimentos, sonhos e direitos. Essa consciência humana basal é que foi apagada em Israel. Sem ela, Israel fracassará; com ela, tudo voltará a ser muito mais alcançável.

Por anos, a direita israelense banqueteou-se de palavras ocas e nada respondeu à mais simples das perguntas: Então, o que fazer?

Como estarão as coisas daqui a 20, 30 ou 50 anos? Então, os palestinos já serão maioria "entre o rio e o mar".

E a direita de Israel nada tem a dizer ou fazer. Nada, nenhuma resposta que não seja a guerra.

A esquerda tem resposta – que aqui escrevi. E os israelenses da "opinião pública" voltarão a condenar a esquerda ao ostracismo, ridícula esquerda, vão ignorá-la, vão acusá-la de ser "ingênua" ou acusarão a esquerda de "traição".

Que pelo menos ninguém diga que a esquerda de Israel não sabe o que propor, que não vê caminho e que não tenha posto o pé na rua, no caminho que vê – o caminho da paz, não da guerra – completa e sinceramente.


*************

Israel x Gaza. Como incendiar o mundo muçulmano

Gabriel Kolko, 21/1/2009, Counterpunch


Gabriel Kolko é o mais renomado historiador contemporâneo especialista em história das guerras contemporâneas. É autor dos clássicos Century of War: Politics, Conflicts and Society Since 1914, Another Century of War? e The Age of War: the US Confronts the World . É autor também da melhor história da Guerra do Vietnã, Anatomy of a War: Vietnam, the US and the Modern Historical Experience. Seu livro mais recente é After Socialism.

Como a história falará da guerra contra os palestinos em Gaza? Outro holocausto, dessa vez perpetrado pelos filhos das vítimas do anterior? Um golpe eleitoral, montado por ambiciosos políticos israelenses, para ganhar votos nas eleições do dia 10/2 próximo? Um teste para os novos modelos de armamento fabricados pelos EUA? Ou como uma tentativa de encurralar o novo governo Obama, numa posição anti-Irã? Ou como tentativa para estabelecer a "credibilidade" [aspas no original] do exército de Israel, depois da vergonhosa derrota na guerra contra o Hizbóllah no Líbano em 2006? Tudo isso provavelmente. E muito mais.

Mas uma coisa é certa. Israel matou pelo menos 100 palestinos para cada uma das baixas noticiadas, desproporção tão imensa, que causou horror em quase todo o mundo e criou nova causa que já mobilizou um número praticamente incalculável de pessoas – provavelmente, uma oposição tão forte quanto a que se uniu contra a guerra do Vietnã. Israel autoconverteu-se em nação pária – exceto do ponto de vista dos EUA e de um pequeno grupo de outros países. O mais terrível de tudo: Israel incendiou o mundo muçulmano.

Como Bruce Riedel, um “falcão” que foi alto funcionário da CIA por quase 30 anos e é hoje um dos muitos conselheiros do presidente Obama, escreveu há pouco tempo: “o conflito Israel-Palestina é a principal questão que alimenta a al-Quaeda", e “os muçulmanos tem convicção muito funda quanto ao que, para eles, foi erro: a criação de Israel; essa convicção contamina todos os aspectos do que eles pensam e fazem e é o argumento-chave para convencer a Ummah* da correção da luta da al-Quaeda.” Isso, antes de Gaza. Grande parte do mundo hoje odeia Israel e demorará anos, antes de que as atrocidades praticadas em Gaza sejam esquecidas ou, pelo menos, razoavelmente apagadas. Os extremistas muçulmanos tornar-se-ão muito mais fortes.

Os israelenses estão sendo acusados – e com muitas razões – por crimes de guerra. Muitos dos acusados são filhos de famílias que sofreram nas mãos dos nazistas há mais de 60 anos e vivem hoje de repetir que o Holocausto foi a única tragédia que jamais houve – como se o número de mortos não-judeus, no mundo, depois de 1945 não existisse.

A ONU e grupos de Direitos Humanos já exigem que Israel seja julgada por crimes de guerra, pelo número oficial de 1.300 mortos em Gaza, assassinados por descomunal poder de fogo e com munição, como as bombas de fósforo, proibida e ilegal. Israel já avisou seus principais oficiais para que se preparem para defenderem-se contra a acusação de prática de crime de guerra. O Procurador Geral de Israel, General Menahem Mazuz, disse que o governo já espera "uma onda de processos internacionais."

Daqui em diante, Israel terá de viver com as consequências geopolíticas do que fez, na Região.

É provável que Israel tenha destruído, talvez de modo irreparável, qualquer possibilidade de estabelecer relações tranquilas com seus vizinhos árabes mais próximos e outras nações muçulmanas – o Catar e a Mauritania já suspenderam relações diplomáticas com Israel –, menos porque as camadas governantes dessas nações desejem castigar Israel, mas porque as massas de eleitores, ou, em geral, das populações, exigem que Israel seja punida; e esse desejo popular implica grave risco para a estabilidade dos regimes na Região.

Talvez ainda mais importante: os EUA sempre apoiaram lealmente Israel durante décadas, com um dilúvio de armas moderníssimas e com total proteção diplomática; mas os EUA enfrentam hoje enormíssima crise econômica e precisam do dinheiro árabe (para não falar do petróleo), como jamais antes precisaram. A estabilidade da aliança crucial de EUA e Israel está mais pressionada hoje, do que jamais, no passado.

Desde o início, um culto machista – chamado "autodefesa" – foi traço sempre encontrado no sionismo; apesar da opinião de alguns idealistas, como A. D. Gordon, a tendência dominante em Israel sempre acolheu sem protesto as respostas violentas contra os árabes circunjacentes. Os militares sempre foram glorificados por isso, inclusive esquerdistas de fachada, como David Ben Gurion. De tal modo, que Israel converteu-se numa Esparta regional, armada com armamento moderníssimo e bombas atômicas, o que lhe assegurou um monopólio virtual sobre uma vasta região. Esse monopólio também será inevitavelmente desafiado.

Uri Avnery, importante ativista dos movimentos pela paz, escreveu, há poucos dias, que “centenas de milhões de árabes que cercam Israel nessa parte do mundo verão os combatentes do Hamás como heróis da nação árabe e, além disso, também verão seus próprios governos nacionais em plena nudez, como são: criminosos, venais, corruptos e traiçoeiros. (...) Nos próximos anos, todos verão com clareza a absoluta loucura que foi a guerra de Gaza." (Leia aqui no blog um dos texto do Uri Avnery "O comandante-em-chefe enlouqueceu", 17/1/2009).

Estamos vivendo outra grande tragédia, e as tragédias são insumo básico na história do mundo, há séculos. Dessa vez, as vítimas de ontem e seus filhos são os carrascos de hoje.

Nota: *Ummah- palavra árabe que significa comunidade/união das nações (no caso dos países árabes), no islamismo o termo se refere à diáspora do mundo muçulmano.

3 comentários:

Anônimo disse...

Querida Frô

Excelente postagem onde as palavras falam mais do que mil imagens e as imagens falam mais do que mil palavras.
Maria Lucia

é disse...

Obrigada, Maria Lucia, repliquemos palavras e imagens humanistas, então pra que consigamos deter as balas e bombas de fósforo e metal pesado sobre as populações civis, sempre vítimas dos interesses escusos em jogo.
Grande abraço
Conceição

Pedro Ayres disse...

Maria querida
Da parte que me toca, estou imensamente grato por tua solidariedade neste combate ao terrorismo sionista e na defesa dos legítimos direitos que os palestinos têm de viver em sua terra ancestral mesmo, não uma ancestralidde virtual e de propaganda facista.
Um grande abraço