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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Revolução Islâmica do Irã: Resolução para 2009

DOCUMENTO:

Irã: Resolução para 2009

10/2/2009

Em nome de Alá, o generoso, o misericordioso,

O povo do Iran Islâmico, inspirado no sagrado Corão, na pura prática de vida do Profeta Maomé (que a paz esteja com ele) e nos ensinamentos do lar do Profeta, festeja o 30º aniversário do triunfo glorioso da Revolução Islâmica com grande fervor e entusiasmo.

Pela forte presença popular nas cerimônias que marcam a "primavera da liberdade" e porque confiam em Deus Todo-poderoso, o Iran, com calor e grandes esperanças, dá as boas-vindas à quarta década da nova história dessa terra tão antiga. É o aniversário de 30 anos da vida abundante da revolução da nação muçulmana do Iran, durante os quais se aprofundaram as raízes desse movimento genuíno no coração dos que amam a liberdade e a justiça em todo o mundo.

As mensagens da maior revolução popular em marcha no mundo conquistam o coração dos que buscam verdade e igualdade e justiça. Três décadas se passaram desde que emergiu a figura sempre presente na história mundial contemporânea do abençoado arquiteto da Revolução Islâmica. A memória daquela grande fonte de inspiração vive no coração e no pensamento dos iranianos de todas as ideologias cujas inclinações incluam o amor à liberdade, à justiça e a decisão de lutar contra a tirania.

Sem dúvida, a memória daquele líder bem-amado permanecerá impressa na mente da nação iraniana. A revolução ter passado incólume por tempos tão difíceis é prova, mais uma vez, de que a divina providência entregou a liderança dessa grande revolução, depois do falecido Iman, às mãos de outro grande homem, cujas palavras e cuja visão são as palavras e a visão do falecido Imam.

Ao comemorar o 30º aniversário da vitória da Revolução Islâmica, no ano que nosso líder chamou de "o ano da inovação e do florescer", o povo revolucionário do Iran, agradecido pelas infinitas bênçãos de Deus Todo-poderoso por ter-nos dado viver 30 anos de vida honrada, mais uma vez renova o compromisso de fidelidade ao falecido Imam, aos mártires e ao líder da Revolução Islâmica e aqui enuncia seus compromisso, como seguem:

1. Sua preciosa independência, a glória sempre crescente, a inegável influência nos desenvolvimentos regionais e mundiais, associadas às grandes realizações em todas as áreas, atribuem à Revolução Islâmica do Iran, que chega aos 30 anos, um novo papel exemplar para os povos do mundo.

Esses grandes sucessos foram alcançados por a República do Iran ser essencialmente "Islâmica" e "República" e apontam para o fato de que o caminho dos iranianos crentes é o único capaz de salvar as comunidades islâmicas e de resolver seus problemas. A teoria do falecido Imam Khomeini sobre "governar pela jurisprudência religiosa", cujos pilares são os pilares do governo Islâmico, é a única doutrina que leva à dignidade, à honra e ao progresso.

2. Cremos profundamente que "a unidade islâmica e a solidariedade nacional" gerarão ainda mais energia na direção das sublimes aspirações da Revolução Islâmica, como viu-se acontecer nos últimos 30 anos. Assim sendo, consideramos que a unidade e o acordo nacional são as exigências mais significativas para a quarta década da revolução. Conclamos todos, sejam quais forem suas inclinações e gostos políticos, a buscar e a fortalecer a unidade.

3. Graças à divina providência e aos líderes sagazes, até os mais ferrenhos inimigos já se renderam à influência iluminadora e ao poder da Revolução Islâmica no mundo islâmico e em regiões estratégicas como o Oriente Médio, África e América Latina, contra todas as conspirações atentadas contra ela.

Consideramos a onda favorável ao Islam e o despertar das comunidades islâmicas a prova de que se semearam bem os ideais e as aspirações da revolução. Obedientes à palavra do falecido Imam e do líder da Revolução Islâmica, insistimos em oferecer apoio continuado a todos os oprimidos e a todos os movimentos de resistência à opressão em todo o mundo.

4. O povo do Iran, sob o slogan "Nós podemos!" orgulha-se das conquistas dos últimos 30 anos no campo das ciências, da tecnologia, da medicina e da defesa e festeja, especialmente, o lançamento do satélite Omid, posto em órbita como resultado de termos observado os princípios do Islam de Maomé, as linhas-guia do pensamento do falecido Imam e as do líder da Revolução Islâmica, autoconfiança, talento, planejamento atento e todo o empenho dos jovens cientistas e especialistas. Apreciamos os esforços de todos os que se dediquem empenhadamente a promover o conhecimento no Iran e, mais uma vez, enfatizamos o indiscutível direito de o Iran construir competências de know how nuclear para fins pacíficos.

5. Condenamos a nova onda de perseguição contra grupos étnicos e grupamentos no mundo do Islam e destacamos a necessidade de observar os avisos prudenciais do líder da Revolução Islâmica, para convocar líderes mundiais comprometidos, intelectuais comprometidos e a elite comprometida, assim como a mídia, no mundo islâmico, para que efetivamente confrontem, enfrentem e derrotem essas conspirações; que o item primeiro de todas as suas agendas seja manter a unidade entre Xiitas e Sunitas.

6. O governo dos EUA não poupou esforços para enfraquecer o governo Islâmico, ao longo dos últimos 30 anos. Nas palavras do falecido Imam, os EUA ficaram conhecidos na literatura iraniana como "o Grande Satã".

O desespero que os levou a desafiar o povo iraniano, à ocupação do Iraque e do Afeganistão, à intervenção no Oriente Médio, tanto quanto a ambição desmedida de políticas expansionistas, acabou por levar os EUA a adotar o slogan da "mudança". É indispensável resistir a todos os golpes e complôs, sejam suaves sejam os mais duros, e jamais relaxar a vigilância e o exame atento de todas as políticas do "Grande Satã".

O slogan da "mudança" só se provará certo quando tiverem fim todas as ocupações e toda a tirania no mundo, e quando os direitos do povo do Iran – inclusive seu direito de construir competências nucleares – forem reconhecidos, quando seus bens forem descongelados, quando se levantarem todas as sanções e bloqueios e quando diminuir a pressão política contra o Iran.

7. Nos últimos 30 anos, sempre destacamos a necessidade de se libertarem os santos Quds e o povo palestino oprimido. Vemos o crescente poder da resistência Islâmica, ao derrotar o exército sionista e seus apoiadores nos 33 dias da guerra no Líbano e nos 22 dias do massacre de Gaza como indicações da divina providência e auxílio, na direção de alcançar aquele objetivo sagrado. Saudamos os dignos homens que comandam os grupos da resistência Islâmica no Líbano e na Palestina, especialmente o governo popular de Ismail Haniya, damos-lhes nosso mais empenhado apoio e apreciamos todos os esforços do grande líder da Revolução Islâmica para auxiliar o povo de Gaza. Apreciamos a opinião pública mundial que apoiou os habitantes de Gaza e condenamos o pouco empenho de vários países árabes que pouco ou nada fizeram em relação às catástrofes em Gaza.

8. O povo do Iran, que também é vítima do terrorismo internacional, condena veementemente a União Européia por ter excluído de sua lista de organizações terroristas o grupo chamado "People's Mujahedin of Iran" (MKO). E conclamamos a União Européia a revisar essa decisão.

9. O povo do Iran tem sido alvo de uma onda de atentados, conspirações e golpes movidos pela arrogância da mídia, nos últimos 30 anos. Agora, no início da quarta década da Revolução Islâmica, reforçamos a necessidade de que a opinião pública mundial seja esclarecida, mediante a distribuição de informação acurada sobre os fundamentos justos da Revolução Islâmica e os valores e os atos dignos e decentes da nação iraniana.

10. A presença vigilante e determinada do povo, para enfrentar os golpes e conspirações e ameaças é o único segredo do crescente poder do Iran Islâmico. Esses fatores determinantes, que são signos de democracia religiosa, viverão graças à intuição profunda dos iranianos, que os faz fiéis leais às aspirações do falecido Imam Khomeini e do Fundador da Revolução Islâmica, Aiatolá Khamenei, nas áreas de política, sociais, culturais, econômicas e de defesa.

Dadas as atuais circunstâncias, as eleições presidenciais de 2009 no Iran terão proporções épicas e manifestarão que a nação iraniana está decidida a ser, ela, senhora de seu próprio destino. O número muito alto de votos na eleição presidencial mais uma vez fará prova do verdadeiro conceito de democracia religiosa.

11. Famílias dos bem-amados mártires, renovamos nossa fidelidade às aspirações dos mártires e reverenciamos todos os que deram a vida à causa da revolução.

12. Os iranianos crêem que, para alcançar os pontos mais altos de honra, na quarta década da Revolução Islâmica, descrita pelo Líder como "a década da justiça e do progresso", é indispensável o planejamento atento e toda a atenção à exigência de que se faça justiça social em todas as áreas.

Por esse documento, reconhecemos e agradecemos os inestimáveis serviços prestados pelo governo, todos os esforços do Executivo, Legislativo e Judiciário, o trabalho de todos os órgãos, para implementação precisa das políticas propostas no extenso plano de desenvolvimento que o Líder expôs, no contexto da avaliação dos 20 anos da República Islâmica do Iran.

Teeran, Bahman 22, 1387
Teeran, Fevereiro, 10, 2009


Artigo, em inglês no Press TV

3 comentários:

Darlan Reis disse...

Vou desconisderar minha posição de professor de História nesse momento e vou escrever apenas como um habitante do planeta.
Quanto mais o mundo se apega às religiões, mais guerras e miséria nós vivenciamos.

Abraço.

Darlan Reis disse...

Entendo os aspectos importantes da Revolução Islâmica no que diz respeito ao enfrentamento com o imperialismo, mas condenar à morte ateus e homossexuais em nome da religião e usando o aparato de estado é algo que deve ser combatido.

maria fro disse...

Claro, Darlan, mas o monoteísmo cristão não age diferente em muitos aspectos, os fundamentalistas sionistas tornaram Gaza terra arrasada, os fundamentalistas cristãos fizeram o mesmo com o Iraque, por isso ter trazido o texto de Saramago.
Acho que fundamentalismo quase virou sinônimo de islamismo e isto é um equívoco que reforça preconceitos
abraços