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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Poeira da África fertiliza Amazônia

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A poeira levada pelo vento de um lago africano que secou há mil anos e que um dia já foi do tamanho do Ceará está nutrindo florestas da Amazônia e algas marinhas do Atlântico.

Estudos anteriores estimam que a depressão Bodélé, no Chade, formada quando o maior lago da África secou cerca de mil anos atrás, é responsável por quase 56% da poeira da África que chega à Amazônia, somando milhões de toneladas por ano.

Agora, pesquisas estudam também a quantidade de fertilizantes, na forma de ferro e fosfato, que está no solo.

Apesar de a depressão Bodélé estar próxima da zona de guerra em Darfur, Sudão, Charlie Bristow de Birkbeck, Universidade de Londres, e colegas conseguiram coletar e analisar 28 amostras durante uma expedição em 2005.

As análises sugerem que a depressão é fonte de 6,5 milhões de toneladas de ferro e 120 mil toneladas de fosfato por ano, com cerca de 20% chegando à Amazônia, metade caindo no Atlântico e o resto chegando à África Ocidental.

Quebra-cabeça

– Era a parte que faltava do quebra-cabeça que eles resolveram: que substâncias químicas existem, de fato, na terra – explica Richard Washington da Universidade de Oxford, que estuda nuvens de poeira vindas do Saara.

Bristow espera organizar outra expedição para estudar a depressão a fim de descobrir o quão denso o sedimento é e avaliar o quanto de fertilizantes naturais é deixado.

22:19 - 02/07/2010

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Professor, você já ouviu falar na Amazônia Azul?



Hoje, os espaços marítimos brasileiros atingem aproximadamente 3,5 milhões de km².
O Brasil está pleiteando, junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a extensão dos limites de sua Plataforma Continental, além das 200 milhas náuticas (370 km²), correspondente a uma área de 963 mil km².
Após serem aceitas as recomendações da CLPC pelo Brasil, os espaços marítimos brasileiros poderão atingir aproximadamente 4,5 milhões de km².
Uma área maior do que a Amazônia verde.
Uma outra Amazônia em pleno mar, assim chamada, não por sua localização geográfica, mas pelos seus incomensuráveis recursos naturais e grandes dimensões.

A Amazônia Azul.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Novamente em discussão: meio ambiente, recursos naturais, preservação versus exploração; exclusão social e concentração de terras e capital II

Na postagem anterior apresentei duas reportagens que mostram como grandes corporações como a Vale (antes uma empresa estatal) vêm sendo acusadas de desrespeitar sistematicamente a lei, desmatando e invadindo terras de assentamentos.

Desta vez posto duas notícias relacionadas diretamente à situação agrária no país e os caminhos que vêm tomando nossos representantes no Senado ou que poderiam ser tomados.
...


Crise dos alimentos já era prevista, diz agricultora

Para Maria Cazé, da coordenação nacional do MPA, o modelo comercial de agricultura nunca conseguiu atender a demanda da população por alimento. Camponeses querem mais investimento dos governos na pequena agricultura.

Raquel Casiraghi

(10/07/2008)

Agência Chasques

A crise dos alimentos que atinge hoje todo o mundo já era prevista pelos camponeses. Isso porque a agricultura comercial, o conhecido agronegócio, nunca atendeu a demanda da população por comida. Para a agricultora e integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Maria Cazé, prova disso são os dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que mostram que o camponês responde por 70% do abastecimento do mercado interno brasileiro.

Maria Cazé defende que para produzir alimentos variados é preciso ter gente no campo, o que não é possível com o modelo de monocultura para exportação e de uma agricultura altamente mecanizada. Com a expansão do agronegócio, muitos pequenos produtores têm deixado a agricultura.

Além dos alimentos, a camponesa responsabiliza o agronegócio por outras três crises: a da energia, do meio ambiente e a social. “Toda a agricultura comercial é petrodependente, ou seja, baseada no petróleo. E com o aumento dos preços, aumentam todos os custos desta agricultura. A outra crise é ambiental, já que o agronegócio suga os recursos naturais, e deixa a terra simplesmente estéril. É impossível produzir comida, gerar renda e trabalho, se não tem mais disponível os recursos naturais. E a outra crise é a de valores, porque temos relatos de exploração no campo, o trabalho escravo”, diz.

Maria Cazé participa do Seminário Nacional da Agricultura Camponesa, que ocorre até esta sexta-feira (10) no salão de atos da Universidade Regional Integrada, no campus de Frederico Westphalen, no Noroeste gaúcho. Cerca de 300 agricultores de 17 estados debatem a proposta de valorizar a pequena agricultura como política para combater a crise dos alimentos e da energia.

Em Junho, o MPA, juntamente com a Via Campesina, entregou um documento ao governo federal em que constam propostas estruturantes para desenvolver a pequena agricultura. Entre as sugestões, está mais investimento em uma mecanização apropriada para o camponês e na estruturação de agroindústrias. “Em Junho, nós entregamos no Palácio do Planalto a nossa proposta de programas estruturantes para a produção de comida, que vai desde as agroindústrias, insumos, tecnologia apropriada e moradia. São várias questões que estão dentro de uma proposta viável, possível e barata. Certamente não utilizará nem os R$ 60 bi que o governo federal destinou para a agricultura empresarial”, diz Maria Cazé.


37 senadores aprovam Medida Provisória 422

Redação - amazônia.org

Dos 63 senadores que participaram da votação da MP 422, três se abstiveram, 23 foram contra e 37 parlamentares aprovaram a medida que, segundo ambientalistas, pode resultar na consolidação de grandes latifúndios e na promoção do desmatamento. Saiba quem são eles.

Foi aprovada na quarta-feira (9) pelo Senado a Medida Provisória 422 que, segundo ambientalistas, pode resultar na consolidação de grandes latifúndios e na promoção do desmatamento. A medida permite a regularização de até quinze módulos rurais (1.500 hectares) na Amazônia Legal, com dispensa de licitação. Dos 63 senadores presentes na votação, três se abstiveram, 23 parlamentares foram contra e 37 votaram a favor da emenda. A proposta ainda depende de sanção presidencial.

Entre os que votaram contra a medida está a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PT-AC). Quase dois meses depois de deixar a pasta, Marina acabou levando a proposta para votação nominal ao apresentar uma emenda excluindo as áreas de florestas públicas da possibilidade de ampliação da concessão. O relator e líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que votou pela aprovação da MP, não aceitou a proposta de emenda e alegou que a medida somente regulariza uma situação já existente. "Essa medida vai significar um processo de privatização de terras, de legalização de áreas que foram ilegalmente griladas e com graves prejuízos para o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia", disse a senadora durante a votação.

Mais oito parlamentares que apóiam o governo foram contrários à MP 422. Sete senadores do PSDB, três do PMDB, quatro do PDT e um do PSC também votaram ´não' à resolução.

Do total de parlamentares que são favoráveis à implantação da medida, nove são da base de apoio do Governo (quatro do PT, um do PP, um do PSB e três do PR). Da oposição, 12 senadores votaram a favor da MP 422, sendo 3 do PSDB. Todos os nove senadores do Democratas presentes na votação foram favoráveis à medida.

Veja a lista completa de senadores que votaram contra e a favor da emenda

MP na Câmara A MP 422 também passou pela Câmara dos Deputados. A medida, votada no dia 13 de maio, foi aceita por 289 deputados, mais do que o dobro de parlamentares contrários, 110. Apenas o deputado Zezéu Ribeiro, do PT da Bahia, absteve-se de votar.

Veja a lista de votantes por UF

Veja a lista de votantes por partido

Histórico
A Medida Provisória nº 422, de 25 de março de 2008, é uma nova redação da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, e institui normas para licitações e contratos da administração pública.

Em 1993, a Lei permitia a regularização de posse de até um módulo rural sem licitação. A área do módulo varia em cada município e pode chegar a no máximo 100 hectares. Em 2004, ela foi alterada e passou a ser de até 5 módulos.

Com a assinatura e aprovação desta MP, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pode permitir a posse de terras de até quinze módulos rurais na Amazônia Legal. Para isso, ainda falta a sanção presidencial.

De acordo com a matéria publicada pelo site Amazônia.org.br em março deste ano, Roberto Smeraldi, diretor da OSCIP Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, afirma que a MP pode consolidar um feito inédito no país: a privatização do patrimônio público da Amazônia. "Essa nova regulamentação vai injetar no mercado milhares de terras públicas para especulação, gerando papéis de bens públicos em favor de particulares. Ela pode criar um pano de fundo para a entrega maciça de terras", argumenta.

Para Smeraldi, há também o risco da existência de grandes latifúndios. "1.500 hectares é propriedade de grandes fazendeiros. Tradicionalmente, na Amazônia, cada indivíduo de uma mesma família tem um pequeno pedaço de terra, mas na prática é tudo uma mesma fazenda, da família. A MP abre caminho para regularizar concentrações de terras, criando mega-fazendas. Ao invés de garantir o controle público das terras, o governo faz o contrário", aponta.

Outra preocupação é o aumento da devastação da floresta. Segundo Smeraldi, essa medida vai na contra-mão das atuais políticas de combate ao desmatamento do governo federal, por regularizar os exploradores.

Veja campanha do Greenpeace contra a MP 422

Saiba mais:

MP 422, de 25 de março de 2008

Medida no Senado (votada no dia 09/07)

Projeto de Lei de Conversão nº 16, de 2008
Tramitação do projeto no Senado

Documentos

Agenda prioritária para a implementação do pacto pela valorização da floresta e pelo fim do desmatamento na Amazônia

Carta aberta em defesa da Amazônia

Quem é dono da Amazônia? Uma análise do recadastramento de imóveis rurais e considerações sobre a MP 422

Reportagens

Medida Provisória pode gerar riscos à Amazônia, alertam especialistas
Data: 27/03/2008
Fonte: Amazonia.org.br

Governo Federal lança o PAG - Plano de Aceleração da Grilagem
Data: 29/03/2008
Fonte: Greenpeace Brasil

sábado, 14 de junho de 2008

Quem nasce no Brasil é o quê mesmo?

A palavra "brasileiro" designava, no período colonial, aquele que vivia de explorar e fazer comércio com o pau-brasil, madeira de cor de brasa de grande valor comercial à época. "Brasileiro" tem sido exatamente isso: aquele que vive de explorar o Brasil.

Carlos Walter Porto-Gonçalves
13/06/2008
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Uma curiosidade uma tanto infantil talvez possa nos ser altamente reveladora. Afinal, o adjetivo pátrio, aquele que nos indica origem ou procedência de alguém, geralmente se expressa pelos sufixos ense ou ês ou, ainda iano. Assim, temos o francês, o português, o inglês entre tantos. Ou ainda, o italiano, o peruano, o venezuelano, equatoriano entre outros tais. Há ainda outras variações, como o paraguaio o guatemalteco, que nos parecem muito originais e para os quais não encontramos paralelo. O mesmo se passa com brasileiro. Embora os franceses nos chamem bresilien, os ingleses brazilian e os italianos brasiliano, nós, insistimos em nos chamar brasileiros usando esse sufixo eiro que não se aplica a nenhum outro adjetivo pátrio. E, aqui entre nós, também usamos o mesmo sufixo eiro para indicar a origem ou a procedência de quem nasceu nas Minas Gerais: o mineiro.

A palavra brasileiro designava, no período colonial, aquele que vivia de explorar e fazer comércio com o pau-brasil, madeira de cor de brasa de grande valor comercial à época. O sufixo eiro, nesse caso, tem, entre outras funções, a de assinalar uma ação ou uma função como em madeireiro, mineiro, pistoleiro, grileiro ou garimpeiro. Todavia, o adjetivo pátrio brasileiro indica a origem colonial dos que aqui chegavam e o que vinham fazer aqui. O Superdicionário da Língua Portuguesa, da editora Globo, (2000, Fernandes, F.; Luft, C.P. e Guimarães, F.M.) assinala que brasileiro, além de ser aquele ou aquela “natural ou habitante do Brasil” também é o “português que residiu no Brasil e que voltou rico à sua pátria”. É interessante observar que embora a língua portuguesa nos ofereça sinônimos para brasileiro, como brasiliense, brasilense e brasiliano essas variantes são desprezadas.

O termo brasileiro para designar o natural do Brasil começa a ser consagrado na primeira Constituição Política do Império do Brasil, em 1824. Era natural que um novo marco jurídico para conformar as regras do jogo no território que recém se tornava independente tivesse que nomear e diferenciar os nascidos no novo território. No nosso continente, até mesmo o nome, América, se afirmou como contraposição às metrópoles pela necessidade de afirmação da elite criolla. Até então a expressão Índias Ocidentais era amplamente usada como designação, sobretudo pelos espanhóis para as terras que, depois, seriam denominadas americanas.

Nos Estados Unidos, primeiro país a fazer uma revolução de libertação nacional no mundo em 4/7/1776, a expressão american foi brandida com força pelos revolucionários para se diferenciarem dos colonizadores ingleses. Enfim, o termo América só se consagra a partir dos ideólogos das elites criollas contra as antigas metrópoles. O mesmo ocorreu com o regime republicano que passou a vigorar em todos os países da América que faziam a sua independência como forma de auto-afirmação das antigas metrópoles onde imperavam as monarquias. Exceto o Brasil que permaneceu com regime monárquico e se proclamou Império e, com isso, se diferenciando de todas as demais novas nações que nasciam no continente e não sem um ar de superioridade por fazer suas as antigas instituições das metrópoles européias.

Talvez essa continuidade portuguesa nos ajude a entender o porquê da escolha do adjetivo pátrio brasileiro e não brasiliano ou brasiliense. Afinal, brasileiro é o “português que residiu no Brasil e que voltou rico à sua pátria”. Explorar o Brasil é o ser do brasileiro. Quando nos tempos da exploração da borracha na Amazônia dizia-se que o único crime que lá se cometia era não voltar de lá rico, conforme registra o ensaísta amazonense Samuel Benchimol. É ele quem nos conta que à entrada do rio Purus, o mais rico na exploração de borracha, havia uma ilha chamada Consciência, que era onde você devia deixar a consciência antes de subir o rio para não se lembrar do que você havia feito quando voltasse do alto rio. Não à toa, no interior do nordeste, o paroara, aquele que voltava rico da Amazônia, era visto como tendo uma riqueza amaldiçoada.

Assim tem sido o objetivo da ocupação do nosso território com grande influência na formação do caráter dos que aqui nascem. Não creio que estamos diante de um fato isolado, nem tampouco de fatos amazônicos. Brasileiro tem sido exatamente isso: aquele que vive de explorar o Brasil. Não é natural ser brasileiro. É uma opção. De minha parte, nasci no Brasil, mas não sou brasileiro. Sou brasiliano. Felizmente, para não ser acusado de apátrida, os nossos dicionários me dão essa opção.



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Carlos Walter Porto-Gonçalves - Doutor em Geografia e Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense e Pesquisador do CNPq – Conselho nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – e do Grupo Hegemonia e Emancipações de Clacso. Ganhador do Prêmio Casa de las Américas 2008 de Literatura Brasileira.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O novo 'Ouro verde' ou a produção dos desertos verdes: Green Gold, soja

CONTEÚDO INTERDISCIPLINAR E TRANSDISCIPLINAR

(História, Geografia, Ciências Naturais, Saúde e Meio-ambiente)


soja na Amazônia

Paisagem do Cerrado no Piauí


Em tempos coloniais tivemos um 'ouro verde', a cana-de-açúcar, que destruiu a cobertura vegetal do Nordeste de nosso território (e prossegue firme e forte desertificando o interior do estado de São Paulo e outros estados para a produção do etanol). Depois o 'ouro negro' - o café-, que acabou com a mata Atlântica dos atuais territórios do estado do Rio de Janeiro e São Paulo.

Típica flor presente no cerrado brasileiro. No auge da temporada de seca (agosto), em meio a uma vegetação predominantemente verde-acinzentada, ela floresce para dar vida e cor a esse belo bioma (e único no mundo) que é o cerrado brasileiro. Foto: Marcelo Cassio

Culturas impulsionadas pela lógica metropolitana, que foi substituída pela lógica desenvolvimentista (esta de longa duração), e que agora busca justificar a era de outro 'ouro verde', a soja.
Foto de novembro de 2004 mostra área ilegal com soja ao lado de floresta, no Mato Grosso. A conversão em plantação se deu em menos de um ano, de acordo com o governo estadual. Foto ISA.


A cultura da soja , entrou no território brasileiro pelo Rio Grande do Sul e avança a passos largos. Por onde é cultivada produz verdadeiros desertos verdes. Hoje, a soja está presente também no oeste baiano, em Minas Gerais em todo o centro-sul e já chegou ao Piauí. Até agora os Campos e Cerrado foram suas principais vítimas. Nos últimos anos ela vem avançando pela Amazônia.
(Jacarandá do Cerrado)


O documentário Green Gold traz entrevistas com o maior produtor de soja do mundo, o ruralista e governador do Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, acusado pelo Greenpeace de ser a personalidade brasileira de maior responsabilidade individual no desmatamento do Amazonas. Lideranças indígenas do Xingu depõem sobre a degradação do entorno de suas terras. Devastadas, com nascentes de rios poluídas e contaminadas, esse desenvolvimentismo irresponsável gera lucro para poucos, exclui muitos, desequilibra a vida e inviabiliza física e culturalmente a sobrevivência dos povos indígenas.
Esta área vem sendo desmatada desde 2002, segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso. Fotografada em novembro de 2004, já apresenta conversão em soja e infra-estrutura. Foto Instituto Socioambiental

Assistam Green Gold, o documentário holandês que mostra as relações da produção da soja com a devastação do Cerrado e da Amazônia, bem como o paradoxo entre riqueza e a pobreza que o agronegócio impõe. Apreciem, reflitam.


Grenn Gold, parte 1

Grenn Gold, parte 2

Grenn Gold, parte 3


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