Bem-vindo/a ao blog da coleção de História nota 10 no PNLD-2008 e Prêmio Jabuti 2008.

Bem-vindos, professores!
Este é o nosso espaço para promover o diálogo entre as autoras da coleção HISTÓRIA EM PROJETOS e os professores que apostam no nosso trabalho.
É também um espaço reservado para a expressão dos professores que desejam publicizar suas produções e projetos desenvolvidos em sala de aula.
Clique aqui, conheça nossos objetivos e saiba como contribuir.
Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O imaginário sobre o futuro para os franceses de 1910

A dica deste post é do Blog Obutecodanet, assim como as legendas. A fonte das imagens é a Biblioteca Nacional da França (BNF). Achei interessantes as percepções sobre o futuro (ano 2000) imaginadas pelos franceses em princípio do século XX (1910), antes da deflagração da Primeira Guerra Mundial.

Curioso que, apesar das invenções mirabolantes, (algumas nos remetem ao sonho socialista de o trabalho ser feito por máquinas para libertar o homem para enriquecer o espírito e a mente) o estilo Belle Epoque permanece nos hábitos e nas vestimentas.


Os bombeiros voariam…

Os sapatos teriam motor…

Os barbeiros seriam robôs…

Os carros voariam…

As mensagens seriam fonográficas…

Existiriam drive-in para “carros voadores”…

Os jornais seriam escutados ao invés de lidos…

Existiriam videoconferências…

Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs…

Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los, de acordo com a vontade do professor
(observe a animação do auxiliar)…

Fabricar roupas nunca seria tão fácil.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

E a arte foi higienizada...

Cidade Limpa tira arte da rua, critica grafiteira

“Aos nossos olhos”, trabalho de Nina Pandolfo na galeria Leme, em que, no detalhe, a artista aplica cristais Swarovski e peças de crochê.

O 3º elemento
Uma das pioneiras da cena do grafitti brasileiro, a artista Nina Pandolfo, (casada com Otávio Pandolfo – um d’Osgemeos), está fazendo sua primeira exposição individual , a “Aos nossos olhos” na galeria Leme, em São Paulo.
Aproveitando o tema, o Repique conversou com a moça sobre grafitti, artes nas ruas e em galerias e a política do Cidade Limpa que vem apagando algumas obras desses artistas.

Como é para você grafitar nas ruas e fazer telas para galerias?
Tem bastante diferença. Quando pinto nas ruas sei que o meu trabalho estará sendo visto por todos, independente de classe social ou idade. O que monta o cenário são os edifícios, os cachorros de rua, as pessoas, os carros, isto tudo compõe o meu trabalho.
Na rua tenho certeza de que mesmo as pessoas que não são acostumadas a ver uma exposição, ou que até mesmo nunca estiveram em uma galeria de arte ou museu irão ver o que pintei.
Já nas telas, tenho que fazer toda a ambientação da tela e algumas vezes da galeria. Atinge um número bem menor de pessoas. Só que nas telas tenho mais opções, posso aplicar cristais, como fiz na Leme, e não serem arrancadas no dia seguinte, posso aplicar crochê que não sofrerão com a chuva ou o sol...


O que você acha desse movimento da Street Art ir para as galerias?
Sabe o que é engraçado, antes de pintar graffiti nas ruas, eu fazia telas, e via o graffiti (que na época nem sabia o nome) como uma arte alternativa, totalmente social, assim como os grupos de teatro que fazem apresentações nas ruas. Achei que era a mesma coisa com a pintura.
Não vejo nada de errado, porque o street art não pode estar também nas galerias?

Como você explica que São Paulo tenha tanto destaque em grafitti?
A cidade de São Paulo é um grande suporte para se fazer arte, temos muros enormes e vários, temos muitas pontes e viadutos, temos mais paredes do que qualquer coisa, nem sequer temos um horizonte.
São tantos prédios, tantos muros altos, tantas construções que nem vemos o horizonte, se quisermos ver o céu temos que olhar pra cima.
Fora do Brasil, pintar nas ruas é visto como crime. E aqui, de um modo geral as pessoas gostam, admiram. Acontece muito de pessoas me agradecerem por estar pintando, deixando a cidade com mais vida.
Também acho que pelo fato de algumas informações chegarem atrasadas aqui, pelo fator financeiro, de que o material custa caro, as pessoas acabaram descobrindo um estilo próprio para pintar, um estilo próprio de desenho que tem feito com que as pessoas olhassem mais para o Brasil nesta área.

E sobre esse episódio da Prefeitura ter apagado o grafitti d'Osgemeos?
Então, neste mural, não estava somente "Osgemeos", tinha trabalho meu, do Nunca, Herbert e Vitché.
Estamos em contato com a prefeitura, eles reconheceram o erro.
Acho que no caso do mural, já esta sendo resolvido, pois quem apaga são empresas terceirizadas, e quase nunca as pessoas que apagam conseguem compreender um mural.

A cidade de SP sempre foi vista pelos estrangeiros como uma cidade onde a arte está por toda a parte. Só que com este negócio de Cidade Limpa, não estão somente tirando a poluição visual, mas também estão tirando as artes.
Até que ponto a arte é sujeira? As pessoas que estão nas ruas limpando os graffitis tinham que ter um treinamento, para poder entender melhor o que estão apagando.

Um trabalho super valorizado lá fora...
É difícil compreender. Como que outros países nos chamam para fazer trabalhos de graffiti nas cidades e em nosso país apagam nossos trabalhos?
Já fui convidada para pintar na rua - sem contar galerias e museus, no Japão, na Suécia, na Espanha, na França... O mais absurdo foi que pintamos (eu, Nunca e Osgemeos) um castelo na Escócia de 800 anos, onde a nossa bandeira esta estiada acima da bandeira escocesa na torre do castelo, só pra se ter uma noção de como nosso trabalho e país estava sendo valorizado lá fora.... Chega a ser irônico.
(01.08.08)