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domingo, 8 de junho de 2008

"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os seres humanos se libertam em comunhão

O título desta postagem é subtítulo de um dos tópicos do capitulo 1 de A pedagogia do oprimido de Paulo Freire. Esta semana senti muita vontade de rediscutir Paulo Freire, ainda o farei.

Recebi uma mensagem de Jaime Cordeiro, um querido amigo e que também foi meu professor na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo:


Cara Conceição

Vivemos mesmo em tempos de reação/ascensão conservadora, acho que é difícil para nós aceitarmos isso e aprendermos a lidar com o fato de que pessoas mais jovens do que nós estão à nossa direita. Na nossa época de estudante ou de professor recém-formado costumava ser ao contrário.
O meu desafio, no trabalho com a formação, tem sido o de acrescentar esse dado às inúmeras tarefas que temos de realizar para levar os sujeitos a (se) repensarem em tudo o que fazem.
(...)
Abraços.
Jaime Cordeiro
Antes havia me chamado a atenção a afirmação feita em um artigo do jornalista Luiz Carlos Azenha sobre a necessidade de se discutir a construção de uma imprensa livre e menos corporativa (situação que é uma realidade global).
Em seu texto "
Eu organizo o movimento eu oriento o carnaval" ele diz:

"Este é um dos únicos países do mundo em que os jovens são reacionários e se tornam mais reacionários ainda ao amadurecer."
(L.C. Azenha)
Esta postagem é em homenagem à Ba, a Cissa e ao jovem professor Leo, à resistência do professor Segis Caldo, à luta da professora Marta Diogo, da professora Claudine Cruz, do professor Marcos e a todos professores que não desistiram da idéia de que educação é mais do que um aprendizado de conceitos, de procedimentos, mas é também um espaço de construção de valores democráticos.
Reproduzo as falas dos três jovens que destoam muito do individualismo, consumismo e neoconservadorismo que andam tomando corpo nas mentes e corações da juventude brasileira:

"Aos Professores.

Boa Noite!

Bem, eu dei uma procurada aqui na comunidade sobre as dúvidas que as pessoas têm em relação ao curso, eu imagino que não deve ser a coisa mais legal do mundo ficar tirando dúvidas de pessoas indecisas e coisas do tipo, mas lendo tudo que eu li aqui eu senti uma espécie de "medo". Porque o que acontece é que, mesmo lendo que tudo é muito dificil, tudo é concorrido e quase nada é gratificante, eu não consigo me imaginar fazendo outra coisa que não seja o curso de História.


É sempre chato quando você diz de boca cheia que quer fazer história e as pessoas torcem o nariz pra você e dizem que você não vai ter dinheiro (mesmo que isso obviamente seja relativo) é pior ainda quando seus pais torcem o nariz também.
Foi incrível quando eu cogitei a possibilidade de fazer Direito, tudo mudou, o apoio foi outro. Mas minha vontade mesmo é a de ser professora de história, apesar da dura realidade que vejo.

Eu ainda nem passei no vestibular (...), apesar de ter medo (porque onde eu quero cursar história é bastante concorrido) algumas coisas em relação a carreira ja me cutucam um pouco.
Na maioria das vezes me pergunto por que a profissão de professor não é tão prestigiada assim, sendo que TODO mundo sem exeção depende de um professor pra ser alguém na vida. TODO tipo de profissional freqüentou aulas, e aqueles que não o fizeram, precisam delas. Me arrisco a dizer que a educação é a solução pra boa parte dos problemas da sociedade. Eu mal sei se alguém vai ter a bondade de ler tudo isso.

Mas aí vem a minha dúvida (me desculpem) vale a pena todo o esforço pelo qual vocês passaram? A maioria se sente feliz com o que faz? Por que se sim eu fico muito feliz de saber que muitos adolescentes e crianças provavelmente têm os professores mais legais de todos!"

(Bá, Comunidade Professores de História)

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"Desabafo
No meu primeiro dia de aula numa turma do 3° ano, que até maio deste ano estavam sem professor de Historia, pedi para levantarem as mãos aqueles que pretendiam fazer vestibular este ano. Pois bem, ninguém levantou, alguns, disseram que pretendiam fazer no próximo ano.

Depois dessa aula, pensei comigo mesmo: eu havia dito a mesma coisa em um determinado período de minha vida, e só estou fazendo faculdade, pois minha mãe me ama muito e esta pagando o curso (com a remuneração do estágio irei ajudar), mas, e aqueles garotos? Será que eles terão a mesma sorte que eu tive?

Eu era uma pessoa bastante desmotivada, imatura, alcoólatra, só fazia bobagem.
Pois bem, o curso me transformou, aprendi muitas coisas e descobri que sabia varias outras, na realidade só não sabia como expressá-las.

As classes menos favorecidas restam as porcarias da televisão, a desmotivação, a submissão para sobrevivência.
Aqueles sorrisos, aqueles rostos jovens cheios de energia, um dia podem se tornar sofridos pela exploração e pelo senso comum. São pessoas que têm o potencial de ser felizes, de serem competentes, porém, têm um destino incerto.

Eu já senti a 'desmotivação', não há nada pior, pois não existe ideal, não existe satisfação, não existe vontade, só se sente desmotivação, só o vazio e o amargo, a busca se concentra na acomodação ou nos vícios para fugir da depressão, da tristeza que insiste em bater à porta, para dizer que está faltando algo.

Penso naqueles meninos do 3°, penso nos meus outros alunos, será que conseguiremos mudar a escola de dentro?
De quem é a responsabilidade de nossa atual situação?
(...) Um dia li em algum lugar, que deveríamos tentar responsabilizar a nós mesmos antes de culpar a alguém... tem até um fundo de verdade esta afirmação.
Vou procurar fazer a minha parte...
Como fica nossa constituição e a democracia? Na prática só quem tem direito à democracia é a classe media, isso está certo? Essa é minha primeira escola, andarei precavido, não vou me acostumar com isso, não vou me acostumar com nada, pois isso não é, nem deve ser encarado como uma coisa normal, e se tem algo errado, deve ser consertado...

(Leo, comunidade Profissão, professor)


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Poitiers, França: La révolution n'atend plus que toi, alors bouge-toi!!
[A revolução só tá te esperando, então te mexe.] Março de 2008. Foto de Daniel Caon Alves

"É triste Azenha. Uma frase sua me tocou: "Este é um dos únicos países do mundo em que os jovens são reacionários e se tornam mais reacionários ainda ao amadurecer." Nessas horas penso no meu pai. Diz que lutou contra a ditadura e hoje só pensa em comprar, comprar, comprar. Não gosta de preto, não gosta de nordestino, acha que mora na Europa. O que aconteceu com a cabeça dessa pessoas?"
(Cissa, comentarista do Vi o Mund0)





Três charges de Angeli e uma dica de dois documentários

Angeli, assim como Glauco, são cartunistas formados no convívio e troca da melhor tradição política de charges deste país: Henfil
Nas três charges de 1 a 8 de junho de 2008 estão muito claras essa filiação. Apreciem, reflitam e transformem uma realidade excludente e devastadora que, globalmente, impõe-se dia-a-dia.

01/06/2008

03/06/2008
08/06/2008


Se desejar aprofundar o trabalho sobre o trabalho de Henfil e o contexto de sua produção, assim como abordar a questão da qualidade de vida nos grandes centros, relacionando-a às questões ambientais e sociais, vale a pena trabalhar com dois documentários do Porta-Curtas:

Cartas a mãe- (vídeo) (parecer pedagógico com sugestões de trabalho com o documentário)
(disciplinas: História; Sociologia; Língua Portuguesa, Artes e Temas Transversais- Ética e Cidadania, público alvo- ensino fundamental II e ensino Médio)

Cachorro Louco- (vídeo) (parecer pedagógico com sugestões de trabalho com o documentário)
(Disciplinas: História; Geografia, Sociologia, Filosofia. Tema transversal: educação no trânsito, trabalho e consumo, ética e cidadania, saúde- Ensino Fundamental e Médio)

Postagens relacionadas:
1969, nasce o Pasquim
Terra à vista, a vista e a prazo, por Henfil


Estilos de vida e desigualdades: Onde, quem e o que se come em uma semana e outras reflexões

Você sabe o tamanho da fome no mundo?
Faça uma visita no site do United Nations World Food Programe
Agora, dêem uma olhada no tamanho da família, na dieta alimentar de cada país, na disponibilidade de alimentos, quantidade e variedade dos alimentos e nos dados sobre as despesas com alimentação em 1 semana, representados nas imagens.
Observação, cliquem em cada imagem para vê-la em tamanho ampliado.

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares


2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares


3 - Italia: Família Manzo da Secília Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares


4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares


5. Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna
Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares

6 - Egito: Família Ahmed do Cairo Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares


7 - Equador: Família Ayme de Tingo Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares


8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares


9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares


10- E no Brasil?

Como você representaria a família brasileira em sua dieta alimentar em termos de custos, número de membros, quantidade e qualidade da dieta alimentar?
Será que em nosso país encontramos exemplos que vai de uma família média da Alemanha a de uma do Chade?
Considerando o que o nosso organismo necessita para se manter saudável, comemos bem ou mal?
Excetuando os extremos da pobreza onde as pessoas são obrigadas a viver com menos do que necessitam para a sobrevivência, comer bem é só uma questão financeira?

Observe a variedade e qualidade de alimentos industrializados e in natura que aparecem nas fotos. Quem come melhor?

Vamos continuar a nossa conversa sobre a fome:

A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas.

A fome no mundo


  • Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
  • 1 bilhão são analfabetos;
  • 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, e destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta bem menor que 275 dólares (cerca de R$ 530,00) por ano;
  • 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
  • 1 bilhão de pessoas passando fome;
  • 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;
  • mais de 20 milhões de pessoas morrem por ano por causa da fome.
  • Quase 200 milhôes de crianças com menos de 5 anos estão subnutridas e abaixo do peso (uma para cada três no mundo);
  • Mais de 800 milhões de pessoas sabem o que é ir dormir com fome;
  • Uma criança morre a cada 5 segundos de fome e de causas ligadas a fome.
  • Má nutrição infantil causa retardo mental e atordoamento.

Fonte: The State of Food Insecurity in the World, Food and Agriculture Organization os the United Nations.

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Um planeta de famélicos e obesos

Clique na imagem para ampliar, fonte: Portal Saúde.gov

Junho 6, 2008
Na primeira semana de junho de 2008 ocorreu em Roma uma reunião da FAO para tratar do problema da crise alimentar global que ameaça milhões de pessoas.

As análises destacam que o problema vem sendo agravado pela concentração da distribuição de alimentos e matérias-primas para a sua produção em mãos de poucas, mas poderosas, empresas. Enquanto isso, são os pobres, e especialmente as crianças, que mais sofrem com a crise alimentar.

50 chefes de Estado e de Governo, 150 ministros de Agricultura e cerca de 20 responsáveis de instituições supranacionais se reúnem desde terça-feira (03/06) até (05/06) na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) em Roma para tratar de resolver a crise alimentar global que ameaça milhões de pessoas.

O rascunho das conclusões da reunião, ao qual os países estão dando os últimos retoques por grupos regionais, desenha um futuro "de imenso sofrimento humano, assim como de descontentamento social e instabilidade política, que ameaçam colocar em perigo o desenvolvimento econômico e social".

Um dado facilitado pela FAO resume graficamente a situação: do lado infeliz há 820 milhões de cidadãos passando fome; entre eles, 178 milhões de crianças desnutridas. Do lado afortunado, 1 bilhão de seres humanos sofrem de sobrepeso; desses, 300 milhões já são obesos.

No relatório que será apresentado à reunião, a FAO admite que os dados da fome não variaram desde 1990, o que equivale a assumir que as políticas desenvolvidas até agora foram um fracasso. O estudo atribui a crise à mudança climática, à escassez de cereais (a produção está no mínimo histórico desde 1983), ao aumento da demanda na China e na Índia, ao preço do petróleo, à elaboração de biocombustíveis, à especulação que domina os mercados de futuros de sementes e matérias-primas, e a uma política agrícola e comercial protecionista e não solidária.

Muitos problemas diferentes que, se não forem resolvidos rapidamente, podem piorar o panorama. Segundo a Oxfam, se os países continuarem investindo em biocombustíveis e não em alimentos para o consumo humano, em 2025 haverá 600 milhões a mais de esfomeados no mundo.

Um fenômeno recente começa a preocupar os especialistas: junto com a desnutrição que grassa uma parte do mundo, a má alimentação começa a causar estragos na outra metade. No México, o número de pessoas obesas e com sobrepeso duplicou entre a população mais pobre entre 1988 e 1998, e chega hoje a 60%.

A culpa, destacam diversas ONGs que participam da reunião, não é tanto dos países mas de um modelo liberal em que mandam as multinacionais e os intermediários. Segundo Antonio Onorati, da Crocevia, "os preços agrícolas são decididos pelos grandes distribuidores, cadeias como Auchan ou Wal-Mart que compram diretamente dos produtores e ganham a fatia maior do preço final".

Marco de Ponte, secretário-geral italiano da Ajuda e Ação, tornou pública a lista das cinco empresas que controlam mais de 80% do mercado de cereais, com os lucros de 2007: Cargill (36%), Archer Daniels Midland (67%), ConAgra (30%), Bunge (49%) e Dreyfuss (19% em 2006).

Outro setor em expansão é o dos produtores de sementes, herbicidas e pesticidas: Monsanto, Bayer, Dupont, Basf, Dow, Potashcorp. "A globalização alterou a relação comercial da agricultura", explica Alberto López, representante espanhol na FAO. "O capital que antes especulava em imobiliárias está hoje na compra de futuros de matérias-primas. A demanda cresceu muito rapidamente e é necessário conter o impacto facilitando a distribuição, a eficácia produtiva e o consumo responsável".

A FAO propõe soluções a curto, médio e longo prazos: mais dinheiro, mais ajuda aos países pobres, um comércio mais justo, melhor coordenação entre as instituições e as ONGs, potencializar a produção em pequena escala, orientada ao consumo local e regional.

Entretanto, os preços cada vez mais altos dos alimentos estão agravando o problema para a parte mais frágil da cadeia, a infância. A organização Médicos sem Fronteiras exige em Roma ajuda imediata para as 20 milhões de crianças que sofrem de desnutrição aguda. "Nas últimas semanas vimos um aumento brutal de casos na Etiópia, onde já há 120.000 crianças em situação de emergência médica", lembra Javier Sancho.

Miguel Mora, El País, 03-06-2008. A tradução é do Cepat.
(www.ecodebate.com.br) publicado pelo IHU On-line, 05/06/2008- [IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, em São Leopoldo, RS.

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PROBLEMATIZANDO:

Será que existe comida suficiente no mundo para alimentar a todos? Enfim, é possível pôr fim a este terrível mal tão duradouro em nossa história?

Na Conferência de Roma, há dois dias, o Diretor Geral da FAO, Jacques Diouf, disse que o mundo precisa de US 30 bilhões anuais para garantir alimentos a todos os seres humanos.

Em seu discurso, Diouf afirmou que no ano de 2006 o mundo gastou US 1,2 trilhão em armamentos, desperdiçou US 100 bilhões em comida e outros US 20 bilhões foram devorados por obesos.

“Frente a esse pano de fundo, como explicamos a pessoas com sentido comum e boa fé que não é possível encontrar US 30 bilhões ao ano que permitam a 862 milhões de pessoas famintas usufruir o mais elementar dos direitos humanos: o direito à alimentação, e portanto o direito à vida?”, perguntou-se Diouf.

Apenas para efeito de comparação, o Blog do Mello faz as seguintes perguntas:

1. Quanto os Estados Unidos gastam por dia na guerra do Iraque?

a) US 100 milhões

b) US 270 milhões
c) US 525 milhões
d) US 720 milhões

Enquanto você pensa e eu não divulgo a resposta certa, mais um dado para comparação: a sonegação da Daslu foi de R$ 1 bilhão (o que daria para alimentar mais de 17 milhões de pessoas, usando os números da FAO).

A resposta correta à pergunta é a alternativa D. Ou seja, a cada 42 dias os Estados Unidos detonam os US 30 bilhões que seriam necessários para garantir alimento aos famintos do mundo.






Como a invasão ao Iraque aconteceu em 20 de março de 2003, são cinco anos (1827 dias – foram bissextos os anos 2004 e 2008), mais os 77 dias de 20 de março até hoje, o que dá um total de 1904 dias, o suficiente para matar a fome do mundo por aproximadamente 48 anos.





Agora, o que os Estados Unidos fizeram com o dinheiro:

2. Qual a população do Iraque?

a) 52 milhões de habitantes
b) 12 milhões de habitantes
c) 27 milhões de habitantes
d) 100 milhões de habitantes

3. Quantos iraquianos foram expulsos de suas terras?

a) 1 milhão
b) 100 mil
c) 5 milhões
d) 3 milhões

4. Quantos iraquianos foram mortos?

a) 750 mil
b) 1 milhão
c) 500 mil
d) 17 mil

5. Quantos iraquianos estão refugiados no exterior?

a) 3 milhões
b) 500 mil
c) 720 mil
d) 2,4 milhões

As respostas corretas são: C, C, B, D (Fonte: Rebelión)

Em sua opinião, isso é:

a) Uma estupidez
b) um crime
c) o capitalismo
d) todas as alternativas
e) outra coisa: diga qual.

(O texto acima criativo e problematizador foi tomado de empréstimo do blogueiro Mello).

Para encerrar reproduzo um vídeo produzido em 2006 cuja temática é a guerra iniciada após invasão das tropas estadunidenses e seus aliados no Iraque em 2003. O vídeo foi produzido por um brasileiro que reuniu uma série de fotos divulgadas na imprensa e sites da rede sobre o conflito. Há cenas de guerra, tortura e muita violência. Minha questão é: as cenas são fortes, sem sobra de dúvida, ignorá-las diminuirá os danos já provocado por este conflito que só atende a indústria bélica e a interesses imperialistas?

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A história das coisas


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Novo portal da Educação

WebEduc - O Portal de Conteúdos Educacionais do MEC

O que você irá encontrar?


Você encontrará material de pesquisa, objetos de aprendizagem e outros conteúdos educacionais de livre acesso.

Para acessar esses conteúdos e só clicar nas imagens do portal, você encontrará os seguintes conteúdos:

Biblioteca Virtual com acervo constituído por textos, imagens, sons e vídeos;

Softwares com aplicação didático-pedagógica nos diversos níveis de ensino.

WebQuest, LanQuest, PaperQuet, PHPQuest...

Portais de Instituições Públicas com conteúdos educacionais.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O QUE COMEMORAR NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE?


por Osmar Pires Martins Júnior*

Os globais têm muito o que comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente. No aspecto da flora, por exemplo, vamos brindar por uma taxa mundial de desmatamento de 5%. Isto corresponde à área de um campo de futebol a cada dez segundos, só na Amazônia, na última década. Na seara faunística, vamos comemorar o desaparecimento de 30% das populações de vertebrados nas últimas três décadas. De cada dez espécies de animais de maior porte que eram vistas no Cerrado pelas crianças na década de 1970, três delas desapareceram e não serão vistas pelas gerações atuais. Isto é, estamos livrando-as do infortúnio de um contato indesejado com uma onça pintada, por exemplo.

Em Goiás, temos a comemorar a extinção da Agência Goiana do Meio Ambiente, órgão responsável pelo monitoramento, licenciamento e fiscalização ambiental no estado. Trata-se de um "dinossauro",criado em outra era, no início da década de 1970. Nesta época, os industriais pensavam que tinham o direito de poluir em nome da geração de empregos; os fazendeiros, que podiam desmatar e jogar veneno à vontade em nome da produção de alimentos.

Hoje, não pensam mais assim. Então, prá que serve um órgão de controle da qualidade do meio ambiente? Todos querem sombra fresca, ar puro e água limpa. E isto, todos temos, sem precisar de mais um órgão público.

A extinção do órgão de controle ambiental não foi discutida no Conselho Estadual do Meio Ambiente, nem com a universidade e nem com qualquer setor da sociedade. Foi uma decisão política, imposta à Assembléia Legislativa pela maioria governista. O órgão foi extinto,mas não se criou nada no lugar. O Sistema Estadual do Meio Ambiente ficou anômalo, sem o órgão responsável pelo controle do desmatamento do cerrado, fiscalização, monitoramento da poluição e licenciamento de atividades poluidores.

A secretaria estadual (Semarh) é órgão da administração direta, subordinada ao secretário da Fazenda. Assim, amarras burocráticas do tipo não foi liberado o carro para atuação iscal, permitirão o retorno à movimentação anual de 30 mil caminhões carregados de carvão nativo para abastecer as siderúrgicas mineiras. E isto não é bom? Afinal, os carvoeiros empregam crianças, mulheres grávidas e dão muitos votos para os prefeitos das cidades do nordeste goiano que elegem representantes atuantes no parlamento goiano.

Interessa é que a Agência foi extinta em nome da "reforma administrativa", visando enxugar gastos públicos e conter um déficit mensal de cem milhões de reais nas contas do estado, conforme anunciado na grande mídia. A ponta do iceberg do déficit nas contas públicas é o rombo na Companhia Elétrica do Estado de Goiás de bilhões de reais. O que está abaixo da superfície e não se vê é o resultado de anos de desmandos na administração do estado.

Agora, pagando esta conta, elimina-se um órgão ambiental, cuja receita sempre foi contigenciada: são centenas de milhões de reais, oriundos da compensação ambiental, que estão depositados no Fundo Estadual do Meio Ambiente. Estes recursos nunca foram aplicados na regularização fundiária dos parques ou na proteção da biodiversidade ou na informatização do sistema de licenciamento ambiental. Não há um só parque implantado em Goiás custeado pela compensação ambiental. Este recurso corresponde a, no mínimo, 0,5% do custo de todo projeto licenciado e em operação no território goiano.

O Parque de Terra Ronca, no nordeste do estado, com 35 mil hectares, tem dentro dele mais de duzentos fazendeiros desmatando, plantando e queimando. O interesse em extinguir a Agência (autarquia da administração indireta, dotada "autonomia administrativa" legal, mas na prática, inexistente) foi eliminar de vez esta contradição. E mais, se apropriar do único recurso que ainda era administrado pela autarquia: aquele oriundo da TFAGO (Taxa de Fiscalização Ambienta lde Goiás), implementada em 2003 e que arrecadou uma média mensal de um milhão de reais no período 2003-2007 e era aplicado diretamente pela agência. Ressalte-se que o estado de Goiás é o único da federação que implementou a TFAGO, em parceria com o Fórum de Entidades Empresariais.

Esta fonte de recurso bancava, desde 2003, a administração não só do órgão "executor" (Agência), mas também do "formulador" (Semarh) da política estadual de meio ambiente. Agora, os recursos ambientais serão aplicados no controle do déficit público. Afinal, se uma centena de "autoridades-tutoras", dotadas de regalias e garantias, não fazem valer a aplicação constitucional de recursos orçamentários na área da atenção primária à saúde, por que se preocupar com aplicação no meio ambiente? Ora, os recursos ambientais devem financiar o déficit público. Esta é a notícia a ser comemorada neste Dia Mundial do Meio Ambiente.


*Osmar Pires Martins Júnior é biólogo, engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia, presidente da Academia Goianiense de Letras, professor de cursos de graduação na Unip e de pós-graduação no IPOG, CEEN e UCG (artigo enviado para a REBIA- Nacional).


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Você sabe qual o tamanho do estrago que você causa ao ambiente?

Neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a ONG WWF-Brasil lança oficialmente em seu site uma calculadora de "pegada ecológica". O conceito, criado na década de 1990 pelos especialistas William Rees e Mathis Wackernagel, ajuda a identificar a quantidade de recursos da natureza que usamos toda vez que fazemos compras, comemos, andamos de carro e assim por diante.

O tamanho de uma "pegada" varia de acordo com o país em que se vive. Os parâmetros analisados no cálculo incluem dados como o tamanho da população, a quantidade de florestas existentes no território, áreas de pastagens e agricultura, além das diversas formas de consumo dos habitantes

"Pesquisas mostram que o ser humano, atualmente, utiliza 25% a mais do que o planeta pode oferecer em recursos naturais", explica Irineu Tamaio, coordenador do programa de educação para sociedades sustentáveis do WWF-Brasil. Ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto dele para sustentar nosso estilo de vida atual.

No Brasil, o índice segue a tendência. Já nos Estados Unidos, o estilo de vida proporciona um impacto muito maior. "Se todas as pessoas do mundo tivessem os mesmos hábitos do americano, seriam necessários cinco planetas para nos sustentar", diz.

O cálculo da "pegada ecológica" pode ser feito no site Pegada Ecológica
Saiba mais sobre o conceito pegada ecológica clicando aqui e aqui

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Pontos e contrapontos (atualizado às 20:22)

Lula defende política indigenista do governo e criação da guarda nacional ambiental

RENATA GIRALDI da Folha Online, em Brasília (05/06/2008 - 14h46)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira as políticas indigenista e de reforma agrária definidas no seu governo. Ao comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, Lula atacou os que criticam a União por reservar áreas para indígenas, sem-terra e seringueiros, enquanto há proprietários que sozinhos têm até um milhão de hectares.

"Não é menos importante fazer uma reserva de 709 mil hectares para 109 famílias", afirmou o presidente, referindo-se a uma das medidas anunciadas hoje que é a reserva do Médio Xingu, no Pará. "Muitas vezes somos acusados que estamos dando muita terra para não sei quantas famílias, índios, seringueiros e as pessoas se esquecem que existe apenas um proprietário que tem, às vezes, um milhão de hectares ou 500 hectares. E alguns acham pouco e querem grilar as [terras] dos outros."

O presidente disse estar convencido que há avanços no país para a compreensão de que o realizado pelo governo seria a combinação perfeita.

"Estou convencido que nós estamos avançando para uma combinação entre os marcos legais, que nós queremos e que o Congresso aprova, e o aumento da consciência política da sociedade que cada benefício que a gente fizer", afirmou Lula, sendo aplaudido pela platéia formada por ambientalistas e alguns parlamentares.

Guardas

Na cerimônia, no Palácio do Planalto, o presidente disse ainda que é necessário aumentar o rigor contra os que desmatam em áreas de preservação ambiental e ampliar o sistema de fiscalização dessas regiões. As alternativas, segundo ele, são criar a guarda nacional ambiental, defendida pelo ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), e castigar os que burlam a lei.

"Acho que nós temos de ser muito duros com os cidadãos que estão fazendo queimadas e desmatando [inadvertidamente]. A gente não pode generalizar na crítica, não pode fazer acusações genéricas. A gente tem que pegar o exemplo de um cidadão e ele receber o castigo", afirmou o presidente.

Segundo Lula, é fundamental estabelecer limites de forma clara para que as pessoas não ultrapassem a fronteira permitida. "O importante é que quando as pessoas entrem na casa da gente, peçam licença para abrir a geladeira, porque aquilo tem dono", afirmou.

O presidente apelou para que os parlamentares apóiem a idéia de criar uma guarda nacional ambiental destinada a atuar nas áreas de preservação. "Nós precisamos de muito mais policiais, quem sabe criar uma guarda nacional para tomar conta das florestas, para isso é preciso fazer alguns concursos", disse.

Em seguida, Lula lembrou que o tamanho do Brasil dificulta a fiscalização. "Um país com um território imenso como este, às vezes, a gente fica sabendo da queimada pela televisão ou o pessoal do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas] mostra a fotografia."

Orgulho

O presidente afirmou que há muito o que comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente. "Nós temos de comemorar e temos de ter orgulho do que estamos fazendo", afirmou. "Nós vamos continuar fazendo a nossa parte", reiterou.

Minutos antes da solenidade, o diretor da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, criticou a política ambiental do governo federal. Segundo ele, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é um atraso para o país.

"O PAC hoje é uma desgraça sob o ponto de vista ambiental. Agora é baixar a bola e não deixar que avancem esses devaneios desenvolvimentistas", disse Mantovani. Em discurso, o presidente respondeu à crítica do ambientalista. "Não há incompatibilidade alguma entre o desenvolvimento e a preservação ambiental."

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Coordenador do Greenpeace se preocupa com o projeto de lei do senador Flexa Ribeiro

Da Agência Brasil

Brasília - No Dia Mundial do Meio Ambiente, o coordenador de Campanha de Florestas do Greenpeace, Marcio Astrini, criticou o projeto de Lei 6.425, de 2005, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que permite a derrubada de 50% da vegetação nativa de propriedades privadas na Amazônia.

“Na minha opinião essa proposta é absurda, principalmente quando o mundo enxerga a Amazônia como um santuário a ser preservado. Ao meu ver o Congresso dá um sinal claro de que não tem nenhuma preocupação com a preservação da floresta”, alegou Astrini.

O ambientalista mostrou preocupação também com a Medida Provisória 422, de 2008, que aumenta de 500 para 1.500 hectares, o limite de terras passível de regularização fundiária sem licitação pública. Mas demonstrou confiança na declaração, feita pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se compromete a realizar o veto do projeto de conversão da MP, caso ele venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional.

“A gente espera que isso seja verdade, e se isso acontecer é uma sinalização muito boa do governo federal de preocupação com o combate ao desmatamento”, afirmou Astrini, em entrevista hoje (5) ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional. O ambientalista disse que, infelizmente não tem motivos para comemorar a data de hoje (Dia Mundial do Meio Ambiente), devido os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que revelaram a tendência de aumento no desmatamento da floresta Amazônica.

Na opinião do coordenador do Greepeace, deveria existir um plano nacional de combate ao desmatamento, pois 80% da devastação da floresta é ilegal e as conseqüências são prejudiciais ao meio ambiente e ao desenvolvimento do país.

“O Brasil não tem projeto, que vise desestimular ou combater o desmatamento. As chuvas da Amazônia são essenciais para a geração de energia, essenciais para agricultura e pecuária, que são os carros-chefes da nossa economia. Cada vez que a gente desmata uma árvore da Amazônia, a gente perde essa incrível vantagem competitiva que o Brasil tem no setor agropecuário, e de grande produtor de alimentos para o mundo”, afirmou Astrini.

O ambientalista parabenizou o presidente Lula pela assinatura do decreto, que cria três novas unidades de conservação ambiental na Amazônia Legal e também pela mensagem, que será encaminhada ao Congresso, de projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima.

terça-feira, 3 de junho de 2008

DEMOCRATAS FAZEM HISTÓRIA: SENADOR BARACK OBAMA SERÁ PRIMEIRO NEGRO A DISPUTAR A CASA BRANCA

03 de junho de 2008 às 20:18

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Cerca de 40 anos depois da Suprema Corte dos Estados Unidos ter tomado decisões que acabaram oficialmente com a segregação racial no país, o Partido Democrata está prestes a fazer História ao escolher o primeiro negro para concorrer à Casa Branca. De acordo com a campanha do senador de Illinois, ele está a apenas 11 votos de obter a vitória matemática sobre Hillary Clinton, graças ao apoio dado nas últimas horas por superdelegados com direito a voto na Convenção Nacional Democrata.

A escolha coroa a extraordinária campanha de um político que era praticamente desconhecido do grande público há 12 meses. Desde então, Obama usou a internet, uma grande capacidade de organização e uma retórica que lembra os oradores do movimento negro por direitos civis para gerar o entusiasmo que garantiu a ele a vitória sobre a franca favorita, a ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton. Hillary e o marido, o ex-presidente Bill Clinton, controlavam a maior parte da máquina partidária antes de serem atropelados pelo senador em primeiro mandato.

Apesar do racismo e da discriminação persistirem nos Estados Unidos, Obama foi capaz de construir uma coalizão que juntou o entusiasmo dos jovens com o apoio dos democratas mais ricos e mais educados, que foram seduzidos pelo slogan do "Sim, Podemos", pela promessa de acabar com a guerra do Iraque e a prisão de Guantánamo e de promover uma reforma completa da política doméstica e externa dos Estados Unidos depois de dois mandatos de George W. Bush.

Nas próximas semanas a tarefa de Barack Obama será a de consolidar o seu apoio partidário. Em Montana, onde a temporada de prévias se encerrou, 60% dos democratas que votaram em Hillary disseram que votarão em Obama em novembro, mas 25% afirmaram que preferem o candidato republicano John McCain. Não se sabe ainda qual será o papel da senadora na campanha. Não foi descartada, ainda, a indicação dela a vice na chapa do partido, uma escolha que dependerá acima de tudo dos cálculos eleitorais do próprio Obama.

O senador demonstrou capacidade de atrair votos mesmo em estados de população majoritariamente branca. O problema dele parece ser mais geográfico do que racial. Obama se deu bem em estados historicamente liberais - como o Oregon - ou naqueles em que a economia não está completamente deprimida - Iowa, por exemplo. Mas fracassou miseravelmente em estados essenciais para uma vitória em novembro, como Ohio e a Pensilvânia, onde não foi capaz de conectar especialmente com os eleitores brancos de classe média baixa.

Mas a escolha do Partido Democrata não deixa de ser extraordinária: há apenas cinco décadas, em algums regiões dos Estados Unidos - especialmente no Sul - a segregação entre brancos e negros era política oficial. Só em 1954, na famosa ação Brown vs. Board of Education, a Suprema Corte do país derrubou oficialmente a segregação nas escolas. As fotos que ilustram esse texto são, em si, um retrato dessa mudança: a que aparece abaixo da família Obama retrata um negro usando um bebebouro para "gente de cor" em Oklahoma City, Oklahoma, em 1939.

A escolha de Obama se reveste de uma importância especial dadas as circunstâncias que tornam qualquer candidato democrata franco favorito para vencer em novembro. De acordo com pesquisa Gallup feita para o jornal USA Today, 55% dos americanos dizem que estão pior financeiramente hoje do que há um ano, o maior índice desde que o levantamento começou a ser feito. Além disso, usando uma inovadora campanha baseada acima de tudo em pequenas contribuições feitas através da internet, o senador de Illinois bateu todos os recordes de arrecadação. Só para se tornar candidato democrata gastou mais de 200 milhões de dólares.

Educação em debate: O professor, o médico e o monstro- Gabriel Perissé

LEITURAS DA VEJA
O professor, o médico e o monstro

Por Gabriel Perissé em 3/6/2008

A cada novo texto que escreve sobre Educação, o economista Gustavo Ioschpe reafirma sua oposição a uma boa parcela dos professores do ensino público, profissionais por ele considerados (são palavras suas) "picaretas", "cínicos", "resignados", "acomodados" e "preguiçosos".

O problema da falta de qualidade no ensino das escolas públicas residiria sobretudo nesse tipo de professor. E seriam invenções da mitologia esquerdista/sindicalista, bem como de pesquisadores "uspianos", fantasmas como o baixo salário dos docentes, condições precárias de trabalho, baixo investimento, indisciplina dos alunos, desinteresse dos pais etc. Nada disso, porém (supondo-se que reais ou relevantes esses fantasmas fossem), nada disso impediria que professores competentes, honestos, arrojados, ativos e laboriosos dessem à educação brasileira um rosto finlandês ou coreano do sul.

Em um de seus artigos ou notas mais recentes, "Saúde dos médicos e professores", faz a analogia:

"Se algum médico deixasse um paciente morrer por não saber administrar massagem cardíaca ou não conseguir debelar uma simples infecção com antibióticos, e tentasse justificar suas falhas se dizendo deprimido ou estressado, ou reclamando da falta de cooperação do paciente, provavelmente levaria uma porrada dos familiares do morto e uma reprimenda do seu hospital. Quando a nossa população tiver essa mesma indignação com os professores que não conseguem, por exemplo, alfabetizar (o SAEB de 2003 revelou que 55% dos alunos de 4ª série são praticamente analfabetos. 55%! Na 4ª série!!), e culpam sua saúde ou os próprios alunos pelo seu fracasso, tenho certeza que daríamos um salto gigantesco na qualidade do nosso ensino."

Os mitos de sempre

O remédio, portanto, estaria em nos revoltarmos contra os professores picaretas, que se dizem estressados e, de fato, estariam apenas fingindo e enganando. Encaremos o analfabetismo como doença, para acompanhar a comparação. Bastaria que o aluno (visto como paciente) recebesse antibióticos (aulas) ou uma espécie de massagem "cerebral". O professor (doutor do "saber") teria toda a farmacopéia à disposição, todas as técnicas e tratamentos. Só não obtém resultados porque não quer.

A "porrada" dos familiares do aluno e uma reprimenda da escola (vista como hospital) promoveriam "salto gigantesco" na qualidade do ensino. No momento em que o professor preguiçoso sofresse forte pressão da sociedade e das Secretarias de Educação, acordaria para a sua responsabilidade, e começaria finalmente a trabalhar!

Para Ioschpe, também estão doentes os professores que discordam de sua posição. Esses professores não conseguem enxergar que o problema é um só: inúmeros docentes/médicos não sabem ensinar/curar os alunos/pacientes e, para ocultarem suas fraquezas, apontam como causas da situação calamitosa aqueles mitos de sempre: baixos salários, indisciplina dos alunos etc.

Aumento, só em ano eleitoral

Ora, ninguém (sobretudo quem é professor) nega que o trabalho docente exige preparação, esforço, competência, dedicação. Mas o melhor dos professores não consegue fazer milagres todos os dias (milagres eventuais, consegue!) só com o calor das mãos e o poder das palavras. É preciso, sim, que haja investimento na educação pública. Os melhores colégios particulares cuidam para que a escola seja bonita e limpa, fazem reformas, ampliações, compram material, computadores, livros, constroem quadras. O bom professor será melhor em melhores ambientes de trabalho.

Andreas Schleicher, diretor do Pisa (programa internacional de avaliação em que o Brasil tem obtido resultados humilhantes), disse em entrevista que "o que se vê hoje nas escolas é um ambiente que lembra a era industrial, no qual os trabalhadores das fábricas exercem tarefas sem análise crítica" (Folha de S.Paulo, 22/5). Refere-se às escolas brasileiras. Tratados como operários do século 19, professores e alunos terão cada vez menos interesse em lecionar/estudar.

É corrente e recorrente, por exemplo, a elaboração e implantação de políticas educacionais sem que se consultem os principais sujeitos da história: os educadores! Faltam professores. Os professores faltam... O desinteresse geral... gera apatia entre os alunos, na melhor das hipóteses, e indisciplina, revolta, violência, na pior. Alunos indisciplinados tornam o ambiente ainda menos atraente. E não adianta dar porrada no professor ou no aluno, repreender este e aquele. Porradas e reprimendas continuam fazendo parte do ambiente industrial do século 19...

Ioschpe não perde a ocasião de afirmar, com estatísticas ou sem elas, que o professor brasileiro não enfrenta problemas salariais. Ainda bem que ele não é o ministro da Educação. Fernando Haddad, porém, já disse, em alto e bom som, o que Ioschpe nega: "O professor brasileiro ganha mal mesmo. O salário só aumenta em ano eleitoral" (Sabatina da Folha de S.Paulo, em 25/3/2008).

A complexidade do tema

Em sua cruzada, Ioschpe quer salvar a educação brasileira denunciando os professores como verdadeiros culpados pelo fracasso escolar nacional, manifestado em números abundantes. O professor é o monstro. É médico porque pode tudo – bastaria receitar o remédio, recomendar o tratamento acertado – mas em monstro se transforma porque dele é a culpa maior pela falência da educação brasileira.

Mas precisamos de monstros? Faz um ano, Reinaldo Azevedo, colega de Ioschpe na Veja, atacava em outra direção. Escreveu em seu blog sobre políticas educacionais do estado de São Paulo, em particular a "progressão continuada", empregando outra metáfora medicinal:

"Irritante é que ninguém agora assuma a paternidade da besteira que foi feita. Neubauer age como o médico que, tendo errado no diagnóstico – e, pois, no remédio indicado –, manda dobrar a dose para ver se consegue curar a doença. O risco é só matar o doente. Acha que a "regressão continuada" deu errado porque não foi bem implementada. Igual ao socialismo, hehe. O real sempre foi uma porcaria. Mas o ideal seria ótimo.

Chalita, seu sucessor, manteve a facilidade – a progressão continuada –, mesmo diante das evidências de que os resultados eram ruins, e resolveu agregar ao erro outros tantos, gastando uma fábula na tal ‘Escola da Família’. Mais uma conversa mole da ‘pedagorréia’ que viceja no Brasil. A suposição é a de que, se os pais forem jogar bola e declamar poesia na quadra da escola nos fins de semana, o ensino melhora. Não melhora" (13/3/2008).

Contudo, mais do que culpados e vilões, deveríamos buscar tão-somente os responsáveis pelas falhas, pelos equívocos, pelas omissões e confusões. Sejam eles professores, governantes, pais ou alunos. Haverá professores a afastar? Que isto seja feito. Haverá famílias a serem convocadas a participar da formação de suas crianças e jovens? Sim, e os casos espinhosos, talvez por ora insolúveis, são inumeráveis. Haverá secretários de Educação que trabalham contra a educação e contra os professores? Que sejam substituídos. Haverá alunos com graves problemas de adaptação social, com problemas de saúde, com problemas de todos os tipos? Que sejam criados caminhos institucionais para ajudá-los.

Então, talvez descubramos como é fácil culpar os professores, ou qualquer outro "personagem" dessa história. Difícil mesmo é compreender a complexidade do tema. Compreender e reunir a todos (não é este um slogan do MEC?), todos pela educação.

******************

A propósito, a Unesco publicou recentemente um denso relatório sobre a situação da educação no mundo, com foco para a análise comparativa da situação da educação em 11 países em desenvolvimento, entre eles o Brasil . Abaixo, destaco alguns dados sobre a situção das escolas e educação brasileira.

O relatório completo, em inglês, pode ser acessado aqui

UNESCO – "Um olhar dentro de Escolas Primárias"

Alguns dados sobre o Brasil

• 54% das escolas "primárias" ainda são rurais
• 90% são públicas
• 1.159 dólares de gastos por aluno/ano (no Chile, 2120 dólares)
• 10% das escolas não tem água potável
• 49,3% dos estudantes são filhos de pais que não completaram o ensino primário
• 70% dos alunos da escola "primária" têm menos de 25 livros em casa
• Alunos da escola "primária" têm 800 horas/aula por ano. No Chile são
1.200 horas/aula por ano (educação integral)
• 90% dos professores são mulheres
• 29% dos professores trabalham em mais de uma escola.
• 89,4% dos professores se consideram mal remunerados.
• 8,9% dos estudantes precisa caminhar mais de 5 Km ou precisa viajar
mais de uma hora pra chegar à escola.
• 52,4 % recebem materiais básicos para estudar (uniforme, cadernos, livros...)
• Ano letivo com 200 dias só perde pro Chile que tem 220. Na Argentina são 180.
• A média é de um professor para cada 25 alunos
• 6% das salas de aula têm mais que 40 alunos (no Chile esse número chega a 25%)
• 30% dos professores não permanecem mais que 5 anos na mesma escola
• 70% dos professores têm capacitação em serviço
• 17% de absenteísmo (No Chile é 23% e na Argentina chega a 30%)



O novo 'Ouro verde' ou a produção dos desertos verdes: Green Gold, soja

CONTEÚDO INTERDISCIPLINAR E TRANSDISCIPLINAR

(História, Geografia, Ciências Naturais, Saúde e Meio-ambiente)


soja na Amazônia

Paisagem do Cerrado no Piauí


Em tempos coloniais tivemos um 'ouro verde', a cana-de-açúcar, que destruiu a cobertura vegetal do Nordeste de nosso território (e prossegue firme e forte desertificando o interior do estado de São Paulo e outros estados para a produção do etanol). Depois o 'ouro negro' - o café-, que acabou com a mata Atlântica dos atuais territórios do estado do Rio de Janeiro e São Paulo.

Típica flor presente no cerrado brasileiro. No auge da temporada de seca (agosto), em meio a uma vegetação predominantemente verde-acinzentada, ela floresce para dar vida e cor a esse belo bioma (e único no mundo) que é o cerrado brasileiro. Foto: Marcelo Cassio

Culturas impulsionadas pela lógica metropolitana, que foi substituída pela lógica desenvolvimentista (esta de longa duração), e que agora busca justificar a era de outro 'ouro verde', a soja.
Foto de novembro de 2004 mostra área ilegal com soja ao lado de floresta, no Mato Grosso. A conversão em plantação se deu em menos de um ano, de acordo com o governo estadual. Foto ISA.


A cultura da soja , entrou no território brasileiro pelo Rio Grande do Sul e avança a passos largos. Por onde é cultivada produz verdadeiros desertos verdes. Hoje, a soja está presente também no oeste baiano, em Minas Gerais em todo o centro-sul e já chegou ao Piauí. Até agora os Campos e Cerrado foram suas principais vítimas. Nos últimos anos ela vem avançando pela Amazônia.
(Jacarandá do Cerrado)


O documentário Green Gold traz entrevistas com o maior produtor de soja do mundo, o ruralista e governador do Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, acusado pelo Greenpeace de ser a personalidade brasileira de maior responsabilidade individual no desmatamento do Amazonas. Lideranças indígenas do Xingu depõem sobre a degradação do entorno de suas terras. Devastadas, com nascentes de rios poluídas e contaminadas, esse desenvolvimentismo irresponsável gera lucro para poucos, exclui muitos, desequilibra a vida e inviabiliza física e culturalmente a sobrevivência dos povos indígenas.
Esta área vem sendo desmatada desde 2002, segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso. Fotografada em novembro de 2004, já apresenta conversão em soja e infra-estrutura. Foto Instituto Socioambiental

Assistam Green Gold, o documentário holandês que mostra as relações da produção da soja com a devastação do Cerrado e da Amazônia, bem como o paradoxo entre riqueza e a pobreza que o agronegócio impõe. Apreciem, reflitam.


Grenn Gold, parte 1

Grenn Gold, parte 2

Grenn Gold, parte 3


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A história das coisas

sábado, 31 de maio de 2008

Cursos relacionados à lei 10639/03 e ao ensino de história

Atualizado em 11/07/2008

Para os professores da cidade de São Paulo ou que para cá podem se deslocar:


VIII CURSO DE DIFUSÃO CULTURAL CEA/USP:
ASPECTOS DA CULTURA E DA HISTÓRIA DO NEGRO NO BRASIL

(curso de difusão - 45h, com nota)


PERÍODO DO CURSO E HORÁRIO:
05.08 a 25.11.2008, exceto nos dias 09.09 e 28.10.2008.
3ª feira: das 19 às 22h

PÚBLICO-ALVO:

- Professores de Ensino Fundamental e Médio das Redes Públicas e Particulares.

- Interessados em geral.

VAGAS: 100, com mínimo de 60 participantes.


INSCRIÇÕES: de 15 a 22.07.2008, enquanto houver vaga.

PARA EFETUAR A MATRÍCULA, DEVERÁ APRESENTAR:
- documento atualizado que comprove pertencer ao público-alvo (holerite);
- RG (com data de expedição) e CPF;
- endereço e telefone.

LOCAL DA MATRÍCULA, VALORES E OUTRAS INFORMAÇÕES:

www.fflch.usp.br/sce/cursos/VIII_cea_aspecto.htm

OBSERVAÇÃO:
1. Não efetuaremos matrículas fora do prazo estipulado;
2. As matrículas serão feitas por ordem de chegada.

PROGRAMA E MINISTRANTES

1ª Aula - 05/08/2008 - Prof. Kabengele Munanga
1.Introdução
Apresentação do curso: objetivos, conteúdo do programa, bibliografia básica.
Origens geográficas dos africanos escravizados no Brasil.
Existe uma história do negro no Brasil? E por onde ela começa?

2ª Aula - 12/08/2008 - Profª Marina Pereira Almeida Mello
2. O negro no território brasileiro e o regime escravista: adaptação e resistência;
2.1. Resistências individuais;
2.2. Resistências coletivas: rebeliões nas senzalas, quilombos, Revolta dos Malês;
2.3. Atuação do negro na abolição.

3ª Aula - 19/08/2008 - Profª Marina Pereira Almeida Mello
3. O negro após a abolição e novas formas de resistência:
3.1. A revolta da Chibata;
3.2. A Frente Negra Brasileira - imprensa negra em São Paulo;
3.3. O movimento negro contemporâneo.

4ª e 5ª Aulas - 26/08 e 02/09/2008 - Profs. Juarez Tadeu de Paula Xavier e Antonia Ap. Quintão dos Santos Cezerilo
4. Culturas negras no Brasil:
4.1. Leis e repressões contra as culturas negras no Brasil - estratégias e formas de resistência:
4.1.1. Resistências religiosas: irmandades, candomblé, umbanda, etc.

6ª e 7ª Aulas - 16 e 23/09/2008 - Profas. Lígia Ferreira e Maria Cecília Félix Calaça
4.1.2. Resistências artísticas: culinária, música, dança, artes visuais, literatura, arte do corpo (capoeira), arquitetura, etc.

8ª e 9ª Aulas - 30/09 e 07/10/2008 - Profs. Kabengele Munanga e Antonio Carlos Arruda da Silva
5. Negro e discriminação racial no Brasil:
5.1. Conceitos básicos: preconceito, raça, racismo e etnicidade no Brasil;
5.2. Características do racismo à brasileira;
5.3. Direitos Humanos e a questão racial.

10ª e 11ª Aulas - 14 e 21/10/2008 - Profas. Luciene Cecília Barbosa e Eliana de Oliveira
5.4. Formas de exclusão do negro no Brasil:
5.4.1. O negro na mídia e no mercado de trabalho;
5.4.2. O negro na educação (ensino fundamental, médio e superior).

12ª e 13ª Aulas - 04 e 11/11/2008 - Profª Roseli de Oliveira
5.4.3. O negro na saúde: a legislação;
5.4.4. Questões específicas da saúde da população negra.

14ª Aula - 18/11/2008 - Prof. Dr. Kabengele Munanga
6. Multiculturalismo e a Ação Afirmativa no Brasil:
6.1. Políticas de reconhecimento da Identidade Negra no Brasil, exemplos das Leis. 10.639/03 e 11.645/08
6.2. O Debate sobre as cotas raciais.

15ª Aula - 25/11/2008 - Prof. Dr. Kabengele Munanga
Encerramento do Curso.
Avaliação (Por escrito).

OUTRAS INFORMAÇÕES

OBJETIVO: Capacitação dos professores das redes públicas e particular de ensino no aprendizado dos aspectos da cultura e da história do negro no Brasil; propiciando acesso ao material de apoio e didático para ser utilizado em sala de aula, embasados nos conhecimentos apreendidos em cada temática que certamente, serão de utilidade prática.

COORDENAÇÃO: Prof. Dr. Kabengele Munanga, da FFLCH/USP.

PROMOÇÃO: Centro de Estudos Africanos (CEA), da FFLCH/USP.

CERTIFICADO: Para fazer jus ao certificado de extensão o aluno precisa ter o mínimo de 85% de presença e nota mínima 5.

LOCAL DO CURSO: Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Sala a confirmar.

Fonte: Serviço de Cultura e Extensão Universitária - FFLCH-USP.

*******************

VIII Encontro Nacional dos Pesquisadores do Ensino de História

De 28 a 31 de julho de 2008

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Av. da Universidade, 308 - Cidade Universitária - São Paulo - SP

Inscrições: www.fafe.org.br/inscricao/ (até 25 jul. 2008)

Mais informações: www.fafe.org.br/8enpeh/index.htm

Programação


2ª feira - 28/07/08


9h: Credenciamento e Recepção aos congressistas

10h: Abertura

11h: Conferência de Abertura

A pesquisa em Didática da História

Prof. Dr. Ivo Mattozzi - Universitá di Bologna - Itália

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)

17h: Conferência II

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Nicole Tutiaux-Guillon. Université de Lille - França



3ª feira - 29/07/08



9h: Mesa 1. Formação de professores

Profª Dra. Ana Maria Monteiro - UFRJ - RJ

Profª Dra. Flavia Eloísa Caimi - UPF - RS

Profª Dra. Selva Guimarães Fonseca - UFU-MG



Mesa 2. Livro Didático

Profª Dra. Circe Maria F. Bittencourt - PUC-SP

Prof. Dr. Décio Gatti Jr. - UFU - MG

Profª Dra. Tânia Maria F. Braga Garcia - UFPR - PR



11h: Mesa 3. Memória e Ensino de História

Profª Dra. Helenice Ciampi PUC - SP

Profª Dra. Maria Carolina B. Galzerani UNICAMP -SP

Profª Dra. Sônia Regina Miranda - UFJF - MG



Mesa 4. Ensino de História e narrativas

Profª Dra. Cristiani Bereta da Silva - UDESC - SC

Profª Dra. Dislane Zerbinatti Moraes - FEUSP - SP

Profª Dra. Juçara Luzia Leite - UFES - ES

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)

16h30: Lançamento de Livros

17h30: Conferência III

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Isabel Barca -Universidade do Minho - Portugal



4ª feira - 30/07/08



9h: Mesa 5. Conhecimento escolar: linhas de investigação

Profª Dra. Lana Mara Siman de Castro - PUC- MG

Profª Drª Marli André - PUC - SP

Profª Dra. Sandra Regina Ferreira de Oliveira - UNIOESTE - PR



Mesa 6. Educação Histórica

Profª Dra. Isabel Barca - Universidade do Minho - Portugal

Profª Dra. Maria Auxiliadora Schmidt - UFPR - PR

Profª Dra. Marlene Cainelli - UEL - PR



11h: Mesa 7. História e Historiografia do Ensino de História

Profª Dra. Arlette Medeiros Gasparello - UFF - RJ

Profª Dra. Maria de Fátima Sabino Dias- UFSC - SC

Profª Dra. Margarida Maria Dias de Oliveira - UFRN - RN



Mesa 8. Ensino de História, Museus e Patrimônio Histórico

Profª Dra. Júnia Sales Pereira - UFMG - MG

Prof. Dr. Francisco Régis Lopes Ramos - UFCE/Museu do Ceará

Prof. Dr. Paulo Knauss - UFF/Arquivo do Estado do Rio de Janeiro

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)



17h: Conferência IV

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Silvia Finocchio - UBA - Argentina



5ª feira - 31/07/08



9h: Mesa 9. História e Ensino de História: Interfaces Metodológicas

Prof. Dr. Marcos Antonio da Silva - FFLCH - USP - SP

Profª Dra. Raquel Glezer - FFLCH - USP - SP

Profª Dra. Katia Maria Abud - FEUSP - SP



11h: Mesa 10. Horizontes da pesquisa de Ensino de História

Prof. Dr. Ivo Mattozzi - Universidade de Bologna - Itália

Profª Dra. Nicole Tutiau-Guillon - Université de Lille - França

Profª Dra. Silvia Finocchio - Universidad de Buenos Aires - Argentina

14h: Apresentação - Relatórios dos GTs

Assembléia da ABEH


17h: Conferência de Encerramento

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Ernesta Zamboni - FE - UNICAMP - SP

19h: Atividade Cultural e Encerramento


Fonte: Comissão Organizadora.

Professores mineiros e cariocas, não percam essas oportunidades de cursos de formação:

No Rio: Centro Cultural José Bonifácio
tel.: 21-2233-7754 / ccjbonifacio@pcrj.rj.gov.br

Curso Gratuito: O Refluxo da Diáspora – A saga dos libertos no Brasil que voltaram para a África no século XIX

com: Milton Guran – antropólogo, jornalista e fotógrafo

de: 11 de junho a 23 de julho de 2008 – às quartas-feiras – das 19h às 21h 30m


Em Minas Gerais, no município de Cataguases:
II ENCONTRO DE CULTURA AFRO-BRASILEIRA E HISTÓRIA DA ÁFRICA

Dia 03/06 – das 08h00min às 11h00min
CONFERÊNCIA DE ABERTURA: Professora e escritora Rosa Margarida de Carvalho Rocha (Pedagoga – PUC Minas, vinculada à Editora Mazza).
Dia 03/06 – das 14h00min às 17h00min
MESA 1 – FÉ SINGULAR, RELIGIOSIDADES MÚLTIPLAS.
A proposta dessa mesa é estender, ao máximo, as possibilidades de reflexão acerca dos diálogos, interfaces e construções pautadas por elementos que remetem à africanidade e o modo como esses processos reverberam nas instituições educacionais e religiosas e na sociedade brasileira de maneira geral.
Dia 04/06 – das 08h00min às 11h00min
MESA 2 – A DIVERSIDADE CULTURAL E ÉTNICA E AS PRÁTICAS ESCOLARES.
A proposta dessa mesa é apresentar experiências que dêem conta da dinâmica dos elementos africanos nos mais variados níveis do processo educacional. Para tal, participarão professores, pedagogos, gestores etc., que desenvolveram/desenvolvem experiências instigantes nessa seara.
Dia 04/06 – das 14h00min às 16h00min
CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO: Professor Manuel Jauará (Sociólogo - USP).