Bem-vindo/a ao blog da coleção de História nota 10 no PNLD-2008 e Prêmio Jabuti 2008.

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Este é o nosso espaço para promover o diálogo entre as autoras da coleção HISTÓRIA EM PROJETOS e os professores que apostam no nosso trabalho.
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sábado, 31 de maio de 2008

Cursos relacionados à lei 10639/03 e ao ensino de história

Atualizado em 11/07/2008

Para os professores da cidade de São Paulo ou que para cá podem se deslocar:


VIII CURSO DE DIFUSÃO CULTURAL CEA/USP:
ASPECTOS DA CULTURA E DA HISTÓRIA DO NEGRO NO BRASIL

(curso de difusão - 45h, com nota)


PERÍODO DO CURSO E HORÁRIO:
05.08 a 25.11.2008, exceto nos dias 09.09 e 28.10.2008.
3ª feira: das 19 às 22h

PÚBLICO-ALVO:

- Professores de Ensino Fundamental e Médio das Redes Públicas e Particulares.

- Interessados em geral.

VAGAS: 100, com mínimo de 60 participantes.


INSCRIÇÕES: de 15 a 22.07.2008, enquanto houver vaga.

PARA EFETUAR A MATRÍCULA, DEVERÁ APRESENTAR:
- documento atualizado que comprove pertencer ao público-alvo (holerite);
- RG (com data de expedição) e CPF;
- endereço e telefone.

LOCAL DA MATRÍCULA, VALORES E OUTRAS INFORMAÇÕES:

www.fflch.usp.br/sce/cursos/VIII_cea_aspecto.htm

OBSERVAÇÃO:
1. Não efetuaremos matrículas fora do prazo estipulado;
2. As matrículas serão feitas por ordem de chegada.

PROGRAMA E MINISTRANTES

1ª Aula - 05/08/2008 - Prof. Kabengele Munanga
1.Introdução
Apresentação do curso: objetivos, conteúdo do programa, bibliografia básica.
Origens geográficas dos africanos escravizados no Brasil.
Existe uma história do negro no Brasil? E por onde ela começa?

2ª Aula - 12/08/2008 - Profª Marina Pereira Almeida Mello
2. O negro no território brasileiro e o regime escravista: adaptação e resistência;
2.1. Resistências individuais;
2.2. Resistências coletivas: rebeliões nas senzalas, quilombos, Revolta dos Malês;
2.3. Atuação do negro na abolição.

3ª Aula - 19/08/2008 - Profª Marina Pereira Almeida Mello
3. O negro após a abolição e novas formas de resistência:
3.1. A revolta da Chibata;
3.2. A Frente Negra Brasileira - imprensa negra em São Paulo;
3.3. O movimento negro contemporâneo.

4ª e 5ª Aulas - 26/08 e 02/09/2008 - Profs. Juarez Tadeu de Paula Xavier e Antonia Ap. Quintão dos Santos Cezerilo
4. Culturas negras no Brasil:
4.1. Leis e repressões contra as culturas negras no Brasil - estratégias e formas de resistência:
4.1.1. Resistências religiosas: irmandades, candomblé, umbanda, etc.

6ª e 7ª Aulas - 16 e 23/09/2008 - Profas. Lígia Ferreira e Maria Cecília Félix Calaça
4.1.2. Resistências artísticas: culinária, música, dança, artes visuais, literatura, arte do corpo (capoeira), arquitetura, etc.

8ª e 9ª Aulas - 30/09 e 07/10/2008 - Profs. Kabengele Munanga e Antonio Carlos Arruda da Silva
5. Negro e discriminação racial no Brasil:
5.1. Conceitos básicos: preconceito, raça, racismo e etnicidade no Brasil;
5.2. Características do racismo à brasileira;
5.3. Direitos Humanos e a questão racial.

10ª e 11ª Aulas - 14 e 21/10/2008 - Profas. Luciene Cecília Barbosa e Eliana de Oliveira
5.4. Formas de exclusão do negro no Brasil:
5.4.1. O negro na mídia e no mercado de trabalho;
5.4.2. O negro na educação (ensino fundamental, médio e superior).

12ª e 13ª Aulas - 04 e 11/11/2008 - Profª Roseli de Oliveira
5.4.3. O negro na saúde: a legislação;
5.4.4. Questões específicas da saúde da população negra.

14ª Aula - 18/11/2008 - Prof. Dr. Kabengele Munanga
6. Multiculturalismo e a Ação Afirmativa no Brasil:
6.1. Políticas de reconhecimento da Identidade Negra no Brasil, exemplos das Leis. 10.639/03 e 11.645/08
6.2. O Debate sobre as cotas raciais.

15ª Aula - 25/11/2008 - Prof. Dr. Kabengele Munanga
Encerramento do Curso.
Avaliação (Por escrito).

OUTRAS INFORMAÇÕES

OBJETIVO: Capacitação dos professores das redes públicas e particular de ensino no aprendizado dos aspectos da cultura e da história do negro no Brasil; propiciando acesso ao material de apoio e didático para ser utilizado em sala de aula, embasados nos conhecimentos apreendidos em cada temática que certamente, serão de utilidade prática.

COORDENAÇÃO: Prof. Dr. Kabengele Munanga, da FFLCH/USP.

PROMOÇÃO: Centro de Estudos Africanos (CEA), da FFLCH/USP.

CERTIFICADO: Para fazer jus ao certificado de extensão o aluno precisa ter o mínimo de 85% de presença e nota mínima 5.

LOCAL DO CURSO: Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315. Sala a confirmar.

Fonte: Serviço de Cultura e Extensão Universitária - FFLCH-USP.

*******************

VIII Encontro Nacional dos Pesquisadores do Ensino de História

De 28 a 31 de julho de 2008

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Av. da Universidade, 308 - Cidade Universitária - São Paulo - SP

Inscrições: www.fafe.org.br/inscricao/ (até 25 jul. 2008)

Mais informações: www.fafe.org.br/8enpeh/index.htm

Programação


2ª feira - 28/07/08


9h: Credenciamento e Recepção aos congressistas

10h: Abertura

11h: Conferência de Abertura

A pesquisa em Didática da História

Prof. Dr. Ivo Mattozzi - Universitá di Bologna - Itália

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)

17h: Conferência II

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Nicole Tutiaux-Guillon. Université de Lille - França



3ª feira - 29/07/08



9h: Mesa 1. Formação de professores

Profª Dra. Ana Maria Monteiro - UFRJ - RJ

Profª Dra. Flavia Eloísa Caimi - UPF - RS

Profª Dra. Selva Guimarães Fonseca - UFU-MG



Mesa 2. Livro Didático

Profª Dra. Circe Maria F. Bittencourt - PUC-SP

Prof. Dr. Décio Gatti Jr. - UFU - MG

Profª Dra. Tânia Maria F. Braga Garcia - UFPR - PR



11h: Mesa 3. Memória e Ensino de História

Profª Dra. Helenice Ciampi PUC - SP

Profª Dra. Maria Carolina B. Galzerani UNICAMP -SP

Profª Dra. Sônia Regina Miranda - UFJF - MG



Mesa 4. Ensino de História e narrativas

Profª Dra. Cristiani Bereta da Silva - UDESC - SC

Profª Dra. Dislane Zerbinatti Moraes - FEUSP - SP

Profª Dra. Juçara Luzia Leite - UFES - ES

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)

16h30: Lançamento de Livros

17h30: Conferência III

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Isabel Barca -Universidade do Minho - Portugal



4ª feira - 30/07/08



9h: Mesa 5. Conhecimento escolar: linhas de investigação

Profª Dra. Lana Mara Siman de Castro - PUC- MG

Profª Drª Marli André - PUC - SP

Profª Dra. Sandra Regina Ferreira de Oliveira - UNIOESTE - PR



Mesa 6. Educação Histórica

Profª Dra. Isabel Barca - Universidade do Minho - Portugal

Profª Dra. Maria Auxiliadora Schmidt - UFPR - PR

Profª Dra. Marlene Cainelli - UEL - PR



11h: Mesa 7. História e Historiografia do Ensino de História

Profª Dra. Arlette Medeiros Gasparello - UFF - RJ

Profª Dra. Maria de Fátima Sabino Dias- UFSC - SC

Profª Dra. Margarida Maria Dias de Oliveira - UFRN - RN



Mesa 8. Ensino de História, Museus e Patrimônio Histórico

Profª Dra. Júnia Sales Pereira - UFMG - MG

Prof. Dr. Francisco Régis Lopes Ramos - UFCE/Museu do Ceará

Prof. Dr. Paulo Knauss - UFF/Arquivo do Estado do Rio de Janeiro

14h: Reunião dos Grupos de Trabalhos (GTs)



17h: Conferência IV

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Silvia Finocchio - UBA - Argentina



5ª feira - 31/07/08



9h: Mesa 9. História e Ensino de História: Interfaces Metodológicas

Prof. Dr. Marcos Antonio da Silva - FFLCH - USP - SP

Profª Dra. Raquel Glezer - FFLCH - USP - SP

Profª Dra. Katia Maria Abud - FEUSP - SP



11h: Mesa 10. Horizontes da pesquisa de Ensino de História

Prof. Dr. Ivo Mattozzi - Universidade de Bologna - Itália

Profª Dra. Nicole Tutiau-Guillon - Université de Lille - França

Profª Dra. Silvia Finocchio - Universidad de Buenos Aires - Argentina

14h: Apresentação - Relatórios dos GTs

Assembléia da ABEH


17h: Conferência de Encerramento

A pesquisa em ensino de História: metodologia e novos horizontes

Profª Dra. Ernesta Zamboni - FE - UNICAMP - SP

19h: Atividade Cultural e Encerramento


Fonte: Comissão Organizadora.

Professores mineiros e cariocas, não percam essas oportunidades de cursos de formação:

No Rio: Centro Cultural José Bonifácio
tel.: 21-2233-7754 / ccjbonifacio@pcrj.rj.gov.br

Curso Gratuito: O Refluxo da Diáspora – A saga dos libertos no Brasil que voltaram para a África no século XIX

com: Milton Guran – antropólogo, jornalista e fotógrafo

de: 11 de junho a 23 de julho de 2008 – às quartas-feiras – das 19h às 21h 30m


Em Minas Gerais, no município de Cataguases:
II ENCONTRO DE CULTURA AFRO-BRASILEIRA E HISTÓRIA DA ÁFRICA

Dia 03/06 – das 08h00min às 11h00min
CONFERÊNCIA DE ABERTURA: Professora e escritora Rosa Margarida de Carvalho Rocha (Pedagoga – PUC Minas, vinculada à Editora Mazza).
Dia 03/06 – das 14h00min às 17h00min
MESA 1 – FÉ SINGULAR, RELIGIOSIDADES MÚLTIPLAS.
A proposta dessa mesa é estender, ao máximo, as possibilidades de reflexão acerca dos diálogos, interfaces e construções pautadas por elementos que remetem à africanidade e o modo como esses processos reverberam nas instituições educacionais e religiosas e na sociedade brasileira de maneira geral.
Dia 04/06 – das 08h00min às 11h00min
MESA 2 – A DIVERSIDADE CULTURAL E ÉTNICA E AS PRÁTICAS ESCOLARES.
A proposta dessa mesa é apresentar experiências que dêem conta da dinâmica dos elementos africanos nos mais variados níveis do processo educacional. Para tal, participarão professores, pedagogos, gestores etc., que desenvolveram/desenvolvem experiências instigantes nessa seara.
Dia 04/06 – das 14h00min às 16h00min
CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO: Professor Manuel Jauará (Sociólogo - USP).

quinta-feira, 22 de maio de 2008

AFRICANIDADES: cabula lá e cá

Para os educadores interessados em desenvolver a 11645/03 (que substituiu a 10639/03) está imperdível o exemplar da Revista de História da Biblioteca Nacional 'Abolição em 8 tempos'

Destaco além dos temas que você encontrará na versão impressa da revista, a reportagem sobre uma palestra proferida pelo professor Robert Slenes, meu querido ex-orientador na Unicamp, um dos historiadores mais competentes sobre a temática da cultura dos cativos e a quem devo o refinamento do meu olhar para a história da África e da cultura afro-brasileira.

Abolição em oito tempos
Oito especialistas refletem sobre as origens, o processo e os efeitos do fim da escravidão no Brasil

01/05/2008

O texto é curto e direto: “Fica abolida a escravidão no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário”. Onze palavras que mudariam o nosso futuro. Com o fim do cativeiro, o país entraria em uma nova fase, próspera e igualitária. Festa, júbilo, comoção coletiva nas ruas.

Cento e vinte anos depois, a promessa sugerida naquele belo pedaço de papel soa envelhecida como o próprio. Em que ponto do caminho as coisas deram errado?

Provavelmente, antes mesmo daquele 13 de maio de 1888. Para voltar no tempo e tentar entender o modo como a Abolição foi concebida e se desdobrou, convidamos oito estudiosos a refletir sobre diferentes aspectos daquele momento histórico.

O resultado revela o “jeitinho brasileiro” de acabar com a escravidão. Do ponto de vista religioso, nos separamos do destino norte-americano. Na esfera política, a autoria do feito foi disputada por republicanos e monarquistas. A princesa Isabel virou santa, a reforma agrária foi engavetada e o papel dos próprios negros, ignorado. Para completar, um vôo até a África de hoje, onde a escravidão persiste.

A Abolição ganha contornos reais.

Textos que você encontrará nesta matéria especial:

O papel das religiões - José Murilo de Carvalho
Sensibilidade inglesa - Manolo Florentino
Cor que faz a diferença - Wlamyra R. de Albuquerque
Liberdade é terra - Maria Alice Rezende de Carvalho
Abolição como dádiva - Lilia Schwarcz
Monarquia redentora - Robert Daibert Jr.
Contra a corrente, a cultura negra floresce - Nei Lopes
A abolição que não veio - Alain Pascal Kaly

Leia os textos completos na edição do mês, nas bancas



Cabula lá e cá O historiador Robert Slenes, da Unicamp, explica as origens da identidade cultural dos escravos das fazendas do Sudeste no século XIX Marina Lemle
Para se conhecer e entender a cultura dos escravos nas fazendas no Sudeste do Brasil no século XIX é preciso pesquisar os cultos do antigo Reino do Congo, de onde vieram em sua maior parte.
A premissa foi colocada por Robert Slenes, professor titular de História da Unicamp, em palestra realizada no Museu Nacional da UFRJ, no Rio, na última terça-feira, 20 de maio. Ele contou que, ao começar suas pesquisas sobre identidade escrava, percebeu que teria que beber em fontes africanistas.
De acordo com Slenes, em 1850, cerca de 90% dos homens e 2/3 das mulheres escravizadas em fazendas com 20 a 50 escravos no Sudeste eram africanos. A continuidade do tráfico negreiro manteria essa percentagem ao longo de todo o século XIX. Especialista em demografia da escravidão e história social dos escravos, ele revelou que mais de 90% dos escravos trazidos para o Sudeste no século XIX vieram da África Central, sendo ¾ da parte ocidental e ¼ da oriental.
Segundo o historiador americano, o processo de “creolização” – o encontro de culturas – começou na África, em Angola e no antigo Reino do Congo, onde as sociedades se tornaram mais escravistas entre 1810 e 1850, com a intensificação do tráfico português. O pesquisador, doutorado pela Universidade de Stanford, explicou que a identidade social dos escravos se faz através da identidade relacional entre eles. "Não é pela cultura, mas pelos encontros e choques com as outras culturas. É nas fronteiras que se define a identidade”, afirmou.
Religião una, com variações
Com a ajuda do lingüista Carlos Vogt, também da Unicamp, Slenes estudou o vocabulário de origem africana. Segundo Slenes, a maioria dos escravos era de etnias Banto, tendo línguas e manifestações culturais semelhantes. Entre elas, destaca-se o fogo dentro de casa. “O fogo mantido aceso na habitação é um caminho para o mundo espiritual. Através dele, os ancestrais cuidam das pessoas. Se apaga-se o fogo, as pessoas se sentem doentes”, disse.
Outras manifestações identificadas por Slenes na África Central e no Sudeste brasileiro são a adoração a pedras de formas estranhas, encontradas em riachos ou sambaquis; o culto de aflição, um culto de cura através de dança e música, com tambores; cultos de crise e rituais de purificação; cultos de governança, com instâncias políticas, em que uns se justificam perante outros, que fazem cobranças; reuniões em clareiras na floresta, perto de riachos, onde estariam presentes os espíritos da terra; a adoração aos primeiros habitantes da terra em que estão e a seus sacerdotes, o que, no caso brasileiro, leva os negros a procurarem os sacerdotes indígenas, promovendo o sincretismo; e a utilização de uma língua secreta, que inseria prefixos “ca” na frente de todas as palavras, como “Cabula”, onde “bula” significa “quebrar” e estaria relacionada ao transe religioso.
“Era uma religião una, com variações”, resumiu Slenes. Ele contou que o ponto culminante da cabula é quando a pessoa recebe um nome específico, que fica para o resto de sua vida e representa o seu guia espiritual.
De acordo com pesquisadores, as manifestações religiosas caminhavam junto com planos de rebelião, como as conspirações que ocorreram em Vassouras em 1848 e em São Roque, no Espírito Santo, em 1854.
Em sua pesquisa, um dos rastros que Slenes seguiu – e continua seguindo, visto que ainda há o que descobrir – é uma nota de rodapé de um livro de Leslie Bethell sobre o tráfico de escravos para o Brasil. A nota menciona um relatório secreto sobre um plano de rebelião de escravos comandado por um grupo religioso. Descoberto pelos senhores, o plano foi denunciado à assembléia legislativa do Rio de Janeiro, que enviou um dossiê ao “Itamaraty” inglês, que, por sua vez, publicou-o para os seus parlamentares. Assim, o que era secreto aqui tornou-se público lá, e Slenes conseguiu achar a cópia original nos arquivos ingleses. Ele acredita, entretanto, que se achar os documentos originais daqui, poderá conhecer melhor a cultura dos escravos.
Autor do livro “Na Senzala, uma flor”, de 2000, uma referência fundamental no tema, Slenes explicou que costuma esbarrar num problema metodológico: como recuperar preceitos cosmológicos sobre os escravos, sendo que eles não falavam ao mundo senhorial nem sob coação, e mesmo que dissessem algo, os senhores e delegados não saberiam registrar ou interpretar corretamente o que haviam dito?
Saiba mais:
Abolição em oito tempos - Oito especialistas refletem sobre as origens, o processo e os efeitos do fim da escravidão no Brasil. Leia na Revista de História da Biblioteca Nacional de maio, à venda nas bancas.
Herança negra - Quilombolas interagiam com comunidades locais e criaram núcleos locais que sobrevivem até hoje. Artigo de Flávio Gomes e Antonio Liberac C. S. Pires.Alberto da Costa e Silva.
Imagens da África - Desconhecer a África e a realidade dos africanos não impediu que Castro Alves denunciasse a violência e a degradação da escravidão. Artigo de
Central African Culture, “Kongo”/PanBantu Identity and Slave Resistance on the Plantations of Southeastern Brazil, ca. 1810-1888 – Estudo preliminar de Robert Slenes apresentado em seminário na Bahia em março de 2007. Arquivo PDF.
Quilombos e revoltas escravas no Brasil – Artigo de João José Reis, professor do Departamento de História da UFBA, na Revista USP de dez/1995-fev/1996.
Na Senzala, uma flor - Resenha do livro de Robert Slenes na revista Comciência, da Unicamp