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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Tributo aos palestinos, por Carlos Latuff

por Carlos Latuff na Caros Amigos

A imposição de um estado judeu na Palestina em 1948 produziu um contingente colossal de refugiados (a ONU estima atualmente em mais de 4 milhões e meio). As famílias palestinas que não foram simplesmente assassinadas pelo terrorismo sionista de grupos como Irgun e Haganah tiveram de fugir para países limítrofes como Jordânia, Síria e Líbano, onde vivem até hoje em campos de refugiados.

No ano do 61º aniversário do que os palestinos acertadamente chamam de A Catástrofe, estive no Oriente Médio, a convite da al-Hanouneh Society for Popular Culture, e visitei três destes campos: Marka/ Shnillar e al-Baq'a na Jordânia, e al-Badawi no Líbano. Neles encontrei um povo marginalizado, sobrevivendo em condições muitas vezes precárias, semelhantes às favelas brasileiras, esquecido pelo Ocidente e, por vezes, como no Líbano, correndo o risco de ser massacrado por milicias hostis ou mesmo pelo governo, como aconteceu no campo de Nahr al- Bared em 2007.

Esta população sequer pode regressar a sua terra natal, já que seu direito de retorno é sistematicamente negado por Israel. Este ensaio é um tributo aos palestinos da diáspora.



domingo, 18 de janeiro de 2009

Os 'terroristas' segundo o sionismo do Estado de Israel

Crianças palestinas acorrentadas por soldados israelenses, janeiro de 2009. Fotografia retirada do blog do escritor Ricardo Soares


Nem vou discutir a legitimidade do Hamás, embora seja um partido que concorreu eleição e conseguiu eleger representantes. Os historiadores não trabalhem com o futuro, mas não precisamos ter bola de cristal para saber que crianças que são tratadas com esta brutalidade pelo exército de ocupação e práticas imperialistas não crescerão tendo simpatia aos opressores, estes, contudo, estão produzindo mais base e militância para partidos ainda mais extremistas que o Hamás.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Alemanha doa 100 mil fotos raras à Wikipédia


Civilidade é isso, enquanto aqui, se não ficarmos atentos até mesmo a memória da tortura será passível de revisionismo da extrema-direita, quem dirá punir os culpados ou abrir e disponibilizar na rede todos os arquivos para consulta pública.

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O Holocausto, as guerras, as manifestações cívicas e a Queda do Muro de Berlim agora terão imagens para uso público. O Arquivo Nacional Alemão anunciou a doação de 100 mil fotos digitalizadas para a Wikipédia, de 1860 até a atualidade.
Cenas de Auschwitz

Auschwitz: pilha de óculos


A concessão do Governo da Alemanha faz parte de um projeto que pretende colocar 11 milhões de fotografias em domínio público, distribuído sob licença da Creative Commons. Desta maneira, qualquer internauta poderá utilizar e difundir as imagens.

O Arquivo Nacional da Alemanha foi criado em 1952, na cidade de Koblenz, na parte Ocidental, com a finalidade de abrigar documentos históricos. A partir de 1987, todo cidadão alemão ganhou o direito de pesquisar os arquivos, desde que seja justificado por meios oficiais.

Cenas de Auschwitz

O vice-diretor do arquivo, B. Kuhl, declarou que decidiu cooperar com a rede devido ao sucesso de público da enciclopédia virtual e acredita que todas as nações estejam caminhando para disponibilizar materiais históricos na web.
Campo de extermínio em Bergen-Belsen, na atual Baixa Saxônia, Anne Frank foi morta neste campo.
Em novembro, o Google e a Revista People começaram a disponibilizar um acervo valioso de fotos, que deve contar com mais de 10 milhões de imagens.

Fonte:
09/12/08- Plantão INFO