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domingo, 24 de agosto de 2008

Arte, tecnologia e solidariedade: Latuff em Gazza



Dia 22 recebi do Carlos Latuff o cartum ao lado, feito para marcar a viagem dos ativistas dos barcos Liberty e Free Gaza que saíram de Chipre em direção à Gaza.

Os ativistas seguem para prestar solidariedade ao povo palestino e levar aparelhos auditivos para as crianças que tiveram sua audição prejudicada devido
ao barulho contínuo de explosões e choques ultra-sônicos causados por caças israelenses que sobrevoam freqüentemente a região.

Hoje, Latuff mandou-me as fotos feitas pelos ativistas na chegada em Raffah.

Nas fotos podemos ver a artista plástica palestina Laila Shaheen e o ativista israelense Jeff Halper com o cartum feito por Latuff.




Essa junção da arte a serviço da solidariedade entre os povos em tempo real só é possível com a tecnologia.


Bacana quando a tecnologia é usada para a paz e as ações solidárias, maravilhoso quando a arte não está alheia à vida.

Viva o Latuff, viva a Laila e o Halper, viva o povo palestino e a solidariedade de brasileiros e israelenses.


Veja também no site oficial de libertação de Gaza: Free Gaza

Conheça mais sobre este cartunista brasileiro clicando aqui

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Direitos humanos
(Da BBC- Brasil)

Ativistas tentam romper bloqueio à Gaza de barco

Quarenta e seis ativistas de direitos humanos, de 18 países, saíram nesta sexta-feira do Chipre, a bordo de dois barcos, em direção à Faixa de Gaza, com a intenção de romper o bloqueio decretado por Israel há mais de um ano.

Os ativistas, que estão nos barcos Free Gaza e Liberty e fazem parte do Movimento pela Libertação de Gaza, planejam chegar à Faixa de Gaza na tarde de sábado.

Em entrevista à BBC Brasil, o ativista israelense Jeff Halper disse que a viagem "não tem fins humanitários, mas sim objetivos políticos".

"Nossos barcos não estão levando alimentos ou medicamentos, mas sim ativistas de 18 países que protestam contra o cerco decretado à população da Faixa de Gaza há mais de um ano", disse Halper uma hora depois que os barcos tinham saído de Chipre e ainda estavam nas águas territoriais da ilha.

De acordo com Halper, que é professor de Antropologia da Universidade de Jerusalém e fundador do Comitê Israelense contra a Destruição de Casas, a viagem do Chipre até a Faixa de Gaza deverá durar cerca de 30 horas.

Bloqueio israelense

"Esses barcos são bastante primitivos e não muito rápidos, mas acredito, que, se tudo der certo, chegaremos à Faixa de Gaza na tarde de sábado", afirmou.

Halper disse à BBC Brasil que a única coisa que os ativistas estão levando para Gaza são aparelhos de audição para crianças.

"Nossos amigos de Gaza nos pediram para trazer 9 mil aparelhos de audição para crianças, mas conseguimos trazer apenas 2 mil", disse Halper.

"Na Faixa de Gaza existe um problema sério, muitas crianças ficaram surdas em decorrência do barulho contínuo de explosões e choques ultra-sônicos causados por caças israelenses que sobrevoam freqüentemente a região", afirmou.

Halper também disse que não acredita que o Exército israelense vá permitir a entrada dos ativistas em Gaza.

"Tenho certeza de que Israel vai impedir a nossa entrada na Faixa de Gaza", disse, "mas acho que, do ponto de vista da lei internacional, não tem o direito de fazê-lo".

"Eles podem revistar nossos barcos e procurar armas, que obviamente não vão achar, mas não podem nos impedir de entrar na região".

"Se impedirem, vai ficar claro que o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza não é apenas militar, mas sim civil", concluiu Halper.

Resistência

Halper afirmou que, caso as tropas israelenses tentem prender os ativistas, eles vão "resistir de maneira passiva".

"A vantagem de uma ação não-violenta é que de qualquer maneira se ganha. Se conseguirmos quebrar o cerco, ganharemos e mesmo se formos presos ganharemos, pois estaremos expondo a cara da ocupação e o fato de que Israel ainda está ocupando Gaza", concluiu o ativista.

Entre os participantes do protesto também se encontra a israelense Hedy Epstein, de 84 anos, Lauren Booth, que é parente de Cherie, esposa de Tony Blair, o escritor americano Ramzi Kysia e a jornalista americana Yvonne Ridley.

Os ativistas são dos Estados Unidos, Alemanha, Grécia, Israel, Territórios Palestinos e outros países.

O Movimento pela Libertação de Gaza obteve o apoio de Jimmy Carter e de Desmond Tutu.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

Ativistas chegam a Gaza e dizem ter 'rompido cerco'
Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil



Barco
Ativistas chegaram a Gaza depois de viajar 32 horas desde o Chipre
Dois barcos transportando 46 ativistas de direitos humanos, que saíram na sexta feira do Chipre, foram recebidos por milhares de pessoas neste sábado na Faixa de Gaza.

O acesso dos barcos Liberty e Free Gaza não foi impedido pelas tropas isralenses, que impõem um bloqueio à região há 14 meses.

As autoridades israelenses, que haviam advertido os ativistas contra a viagem à Faixa de Gaza, optaram por não impedir a passagem dos barcos.

De acordo com o porta voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Aviv Shiron, o governo decidiu evitar qualquer contato entre os barcos da Marinha israelense e os barcos dos ativistas.

“Nós sabemos o que há nos barcos e quem são os passageiros, portanto decidimos não impedir sua entrada”, afirmou o porta-voz.

Pane eletrônica

O Liberty e o Free Gaza saíram do Chipre na manhã da sexta-feira, com o objetivo de romper simbolicamente o bloqueio imposto por Israel desde que o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007.

A viagem durou cerca de 32 horas. Na manhã deste sábado, todos os sistemas eletrônicos dos dois barcos, tanto de comunicação como de navegação, teriam entrado em colapso.

Os ativistas a bordo enviaram uma mensagem de emergência, por um telefone por satélite, dizendo terem sido "vítimas de sabotagem eletrônica".

Os barcos teriam ficado incomunicáveis por 5 horas e sofrido problemas com o sistema de navegação.

A porta-voz do movimento, Angela Godfrey-Goldstein, culpou as autoridades israelenses pela pane nos sistemas dos barcos.

"Nessas circunstâncias, a própria vida dos ativistas a bordo ficou seriamente ameaçada", disse Goldstein à BBC Brasil.

No entanto, o Exército israelense negou qualquer envolvimento no episódio.

'Objetivo político'

Os ativistas a bordo, pertencentes ao movimento Liberdade para Gaza, são de 17 países diferentes, entre eles Estados Unidos, Grã Bretanha, Alemanha, Grécia, Israel e Territórios Palestinos.

O ativista israelense, Jeff Halper, disse nesta sexta-feira à BBC Brasil que o objetivo da viagem “não é humanitário, mas sim político”.

“Não estamos levando alimentos ou medicamentos, mas ativistas de direitos humanos que querem protestar contra o cerco imposto à população de Gaza há mais de um ano”, disse Halper.

Segundo Paul Larudee, que é um dos fundadores do movimento, se trata de “uma luta por um direito humano básico, o direito dos palestinos de ir e vir, de sair e entrar na Faixa de Gaza”.

Godfrey-Goldstein disse neste sábado que “agora o governo israelense deve ficar ciente que sim, o mundo se importa, a sociedade civil tem uma voz e esta voz está dizendo ‘não’.”

'Prisão chamada Gaza'

“Os seres humanos têm direitos que são sagrados, e as pessoas estão dispostas a defendê-los, onde quer que estejam, até na prisão chamada Gaza”, afirmou Goldstein.

Vinte barcos de pescadores palestinos que tinham tentado sair para receber o Liberty e o Free Gaza no mar, tiveram que retornar, depois que navios da Marinha israelense dispararam tiros de advertência.

O líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Hania, expressou satisfação com a chegada dos barcos e chamou “mais ativistas a virem protestar contra o bloqueio injusto imposto à população da Faixa de Gaza”.

De acordo com a Agência de Refugiados das Nações Unidas, a população da Faixa de Gaza, de cerca de 1,5 milhão de habitantes, sofre falta de produtos básicos, inclusive alimentos, medicamentos e combustíveis.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Tecnologia ativismo e terrorismo, algumas fronteiras

Iñaki Arzoz e Andoni Alonso

"Ou luta ou se cala. Não é tempo de queixas". John Zerzan

Detido há 10 anos, que lições nos deixa Theodore Kaczynski

Nessa irreversível globalização tecnológica não é ouro tudo que reluz. Assim ao menos pensam alguns. Diante dos discursos triunfantes de Bill Gates ou Nicholas Negroponte, ouvem-se numerosas vozes críticas, cada vez mais severas, diante do avanço irreversível de uma impiedosa economia globalizada - segundo Manuel Castells: mais perigosa em certas ocasiões que uma bomba de neutrons - e de uma técnica desumana que arrasa tanto o meio ambiente como as distintas culturas vernáculas.

O velho rei Ludd está de parabéns, vendo como seus seguidores não somente não têm desaparecido, como também têm-se reproduzido e tentam revolucionar este estado de dominação tecnológica, amiúde, por meio da mesma tecnologia. Internet ferve de páginas "neoluditas" onde incluem-se arquivos e livros eletrônicos para os fieis súditos à causa rebelde do fantasioso Ned Ludd. Nas filas destes novos luditas podemos contar os famosos Hakim Bey ou John Zerzan e, naturalmente, Theodore Kaczynski, mais conhecido como Unabomber, cujo apelido já é um sinônimo de neoludismo do século XX.

Este é hoje o protagonista de nossa seção, um anti-herói ludita, não tanto por suas idéias – legítimas em muitos aspectos – mas por seus métodos atrozes e absurdos, que sem dúvida atingiram seu objetivo: suas críticas foram ouvidas e conhecidas popularmente.

Um intelectual brilhante

Theodore Kaczynski (1941). Este ex-professor de matemática da Universidade de Berkeley passou à história como um dos casos de intelectuais mais singulares do século (a revista People concedeu-lhe em 1996 o prêmio como uma das personalidades mais estranhas do momento). Um intelectual brilhante, segundo as declarações de seus companheiros e professores, porém de caráter antisocial, com um grande talento pela matemática, abandona sua promissora carreira universitária em 1969 sem maiores explicações, para dedicar-se a trabalhos semi-especializados, até que finalmente retira-se para os bosques de Montana, para viver como um ermitão em uma cabana.

Kaczynski confessou posteriormente que desde 1979 não havia cobrado nenhum tipo de salário, isto é, que viveu 17 anos sem remuneração, completamente autosuficiente, como Thoreau – o modelo dos luditas norte-americanos – na cabana Walden.

Ao mesmo tempo, desde 1978, e esta é a parte mais notória de sua “carreira pública”, envia pelo correio uma série de bombas artesanais – num total de 23 -, a diferentes personalidades da universidade (daí o apelido: Una-bomber) e de empresas de informática (entre eles Bill Gates), cujo resultado foram 22 feridos e mutilados e 2 mortos. A razão que argumentou para sua campanha terrorista é um tópico do neoludismo: o desenvolvimento tecno-econômico ameaça com a destruição do mundo.

Portanto, segundo seu raciocínio, todo aquele que colabore com o desenvolvimento da tecnologia é cúmplice do previsível genocídio da humanidade. 1995 foi o ano Unabomber por excelência, pois conseguiu que o “Washington Post” publicasse, pois prometeu que se isso ocorresse já não enviaria mais bombas, seu libelo entitulado:”Manifesto: Industrial Society and Its Future” (Sociedade Industrial e seu futuro), (tradução espanhola no “El manifiesto Unabomber”, Coletivo Likiniaño, 1999).

Espaço na mídia

E então o FBI enlouqueceu, começando uma campanha nacional com a distribuição de supostos retratos do terrorista, um rosto sinistro com bigode, oculto por trás de óculos negros e sob um capuz. A busca do inimigo público número 1 se estendia demasiadamente e ademais, o terrorista ganhava terreno no espaço da mídia. O contra-ataque da polícia interestadual não podia ser mais curioso: humilharam a Kaczynski chamando-o de terrorista a assassino em série, esperando com isso desacreditar seu Manifesto.

E justamente a chave do caso, mais que nos atentados, estava neste Manifesto. De estilo lacônico e severo, porém bem documentado e, segundo os especialistas, dá seqüência à linha crítica contra a tecnologia do sociólogo francês Jacques Elull (com ecos de Mumford y Winner), este Manifesto não passou despercebido entre a intelectualidade norte-americana. Pois manifestava sem rodeios o desespero de uma ampla minoria alternativa – desde ecologistas a esquerdistas marginais – que vêem o progresso acabar com uma forma de vida “natural” e que vai impor outra dominação do império da tecnologia.

Por ele, este texto – um dos manifestos definitivos da nascente cibercultura junto à Declaração de Perry Barlow e o Manifesto de Dona Haraway sobre o cyborg – se começa a utilizar como livro de textos em cursos universitários (enquanto o FBI efetua infrutíferas buscas em vários campus suspeitos) onde é distribuido amplamente, tanto em papel como na Internet, o qual converteu-se em um pequeno best-seller da contracultura.

Washington Post

O Manifesto expressa, de forma radical, que nossa sociedade aproxima-se do desastre, afirmação que, por outra parte, o Clube de Roma mostra-se disposto a aceitar, apesar de que não compartilha com os remédios violentos de luditas como Unabomber. Já não adianta negociar reformas ou mudanças nos estabelecimentos tecno-industriais, e muito menos agora, envolvidos como estamos com a economia ultratecnológica e virtual dessa grande rede. Nem sequer a esquerda é capaz de encontrar um ponto de equilíbrio entre as idéias e os métodos para mitigar seus efeitos ou atrasar seu avanço, pois já faz tempo que perdeu-se o norte e conforma-se com as migalhas que o duro mercado livre lhe oferece.

Ainda que haja algo tão familiarmente norte-americano nessa visão, ao mesmo tempo populista e individualista, de Unabomber, que não é de se estranhar que algum tempo depois, mais tarde, o jornal “Washington Post” publicou um artigo com um surpreendente título “Ex ’pluribus’, Unabomber”, imitando assim a velha inscrição que aparece nas notas dos dólares: “de muitos, um só povo”. E o que acontece é que detemo-nos um instante a pensar, seguramente toma-nos um forte desejo de que Unabomber e os luditas podem ter algo de razão, e que provavelmente, de imediato ou mais tarde, dirigimo-nos até uma catástrofe global. Esta é a sensação que transmite o Manifesto, e aí reside seu particular atrativo.

La cárcel

Pode-se afirmar que Unabomber é uma espécie de “anarquista conservador”, defensor do individualismo norte-americano e muito distante de qualquer tentação comunista, o qual faz-se ainda mais interessante para a intelectualidade norte-americana. O indivíduo na solidão ou muito enrraigado em uma pequena comunidade – o neo-pioneiro ecologista -, é a única esperança para sobreviver distante dos fluxos de poder internacionais, das corporações multinacionais ou de instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é de se estranhar que, pouco depois da prisão de Unabomber, um dos anarquistas teóricos mais conhecidos e respeitados, John Zerzan, foi visitá-lo no cárcere.

E tampouco foi casual porque Zerzan, durante muitos anos, foi o candidato mais provável para ser o verdadeiro Unabomber (apesar de declarar-se pacifista). Muitos consideravam que sua idéia de um “Futuro Primitivista” parecia-se muito com os postulados de Unabomber, o que se confirmou realmente, segundo todos os indícios, no claro instigador intelectual das revoltas de rua de 1999 contra a OMC em Seattle e contra a recente reunião do FMI em Nova York.

Internauta e pacifista...

Estes são os herdeiros de Unabomber,Unabomber a nova geração de luditas; jovens inconformados que se coordenam pela Internet para montar barricadas contra a globalização; o ludismo conservador, anti-tecnológico e sangrento, derivando até um ludismo possibilista, internauta e pacifista.

, como se sabe, foi finalmente detido em 1998, sua exígua cabana de madeira transportada em um reboque para ser exaustivamente analisada e, diante das provas encontradas, finalmente acusado.

Depois de longo tempo do processo e um sem-fim de sutilezas legais de Unabomber e seus advogados, uma espera mais que provável pela condenação – a prisão perpétua sem indulto ou perdão, tal como foi pedido pelo juiz -, e pelo que parece, Walt Disney vai filmar o caso (suponhamos que devam incluir a delação de seu irmão, que cobrou um milhão de dólares de recompensa).

Ninguém parece defender hoje os métodos de Unabomber, moral ou estrategicamente, porém seu Manifesto seguirá inquietando-nos durante muito tempo.

Os velhos luditas nunca morrem...

Iñaki Arzoz y Andoni Alonso - São licenciados em Belas Artes e doutor em Filosofìa, respectivamente, pela Universidad del País Vasco. Tradução e adaptação do texto por Luiz Cirne.

Texto pentencente a biblioteca Bitniks.es, revista espanhola parceira há oito anos da NovaE, que os reedita e republica com exclusividade em português. O real é atual. Credibilidade não envelhece.

1999-2009 - NovaE - !0 anos - Porque história é para ser contada.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Imagem do dia: entre políticos e múmias

Postado em 27/02/2008, atualizado em 29/02
Vandalismo ou ativismo?

A foto de Raimundo Pacco/Folha Imagem, publicada hoje no site da uol mostra funcionário do mosteiro da Luz, pintando o muro que foi pichado nesta madrugada, após a divulgação pela imprensa de que múmias de cerca de 200 anos foram encontradas no mosteiro. Hoje além das irmãs concepcionistas, as dependências do mosteiro abrigam também o Museu de Arte Sacra.


O autor da pichação diz: As únicas múmias em São Paulo são os políticos do Senado* (sic) e da Câmara. Fora Kassab".

*possivelmente em referência aos políticos paulistas que estão no Senado, já que este se localiza em Brasília.

Embora esse/a pichador/a tenha limitado a expressão de suas críticas aos políticos aos muros externos do mosteiro da Luz, esta autora que vos fala não considera legal pichar a cidade, especialmente monumentos históricos.

E você o que acha da ação do/a pichador/a bem informado sobre as descobertas arqueológicas da cidade e revoltado/a com as ações da administração municipal e com políticos da Câmara e Senado? Comente.
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As recentes descobertas no Mosteiro da Luz provocarão pesquisas entre historiadores e arqueólogos especialistas em temas cristãos, pois foi encontrada uma múmia de cerca de 200 anos em um mosteiro católico e a igreja católica não tem como prática a mumificação de seus mortos, saiba mais sobre esta descoberta lendo o artigo reproduzido ao final desta postagem.
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Você conhece o museu de arte sacra da cidade de São Paulo?


O Mosteiro da Luz, fundado e construído por Frei Antonio de Sant'Anna Galvão, em 1774, é um desses exemplos, sendo considerado, atualmente, o mais importante monumento arquitetônico colonial do século XVIII. Encerrado na última chácara conventual urbana, no Bairro da Luz, coração da cidade de São Paulo, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN - em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo - CONDEPHAAT - em 1979, sendo reconhecido como monumento de interesse e preservação nacional.

No seu interior, protegido por suas imponentes paredes de taipa, preserva-se o clima de silêncio e meditação, quer seja no secular recolhimento das Irmãs Concepcionistas, que ainda hoje dedicam-se à oração e ao trabalho, como nas dependências do Museu de Arte Sacra de São Paulo. A Igreja da Luz, fundada em 1802, um dos raros exemplos de planta octogonal do período, compõe o conjunto arquitetônico do Mosteiro da Luz e acolhe, ainda hoje, com sobriedade, ritos religiosos.

O Museu de Arte Sacra convive harmoniosamente com o Mosteiro da Luz, monumento arquitetônico e museal que o acolhe, compondo o cenário apropriado para a preservação e divulgação de uma das mais eloqüentes representações do imaginário religioso brasileiro.
Fonte: Museu de Arte Sacra

Leia sobre essas importantes descobertas arqueológicas feitas neste mosteiro:

Múmia de 200 anos é encontrada no Mosteiro da Luz em São Paulo
Maurício Savarese, São Paulo 26/02/2008 - 18h06. Fonte: Folha online.





















"Havia rastro dos cupins, e os técnicos entraram nas paredes de dentro do museu para ver o que tinha lá. Foi uma grande surpresa, não sabemos há quanto tempo a múmia e o esqueleto estavam ali", disse à Reuters por telefone o padre Armênio Rodrigues Nogueira, responsável pela Mosteiro da Luz.

Encontrados há algumas semanas, os restos foram mantidos em sigilo pelo mosteiro, que entregou a múmia e o esqueleto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O material depois será investigado por arqueólogos e antropólogos ligados ao Museu de Arte Sacra, segundo a assessoria da Arquidiocese de São Paulo.

O ambiente no qual o material foi encontrado será esterilizado, lacrado e desumidificado para evitar riscos à preservação, completou a assessoria da arquidiocese, que informou que até 1822 as freiras que habitavam o local eram enterradas ali.

O processo de mumificação, no entanto, não faz parte de nenhum rito católico.

O mosteiro foi fundado e construído em 1774 por frei Antonio de Sant'Anna Galvão, que no ano passado foi santificado no Brasil pelo papa Bento 16. A Igreja Católica paulistana considera o prédio como o mais importante monumento arquitetônico colonial do século 18 na cidade.

O Museu de Arte Sacra, onde foram encontrados a múmia e o esqueleto, é protegido por paredes de taipa e fica na área do mosteiro, que é habitado pelas chamadas Irmãs Concepcionistas. Elas se dedicam exclusivamente à oração e ao trabalho e pouco saem dali.
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Leia mais sobre essa grande descoberta em nossa biblioteca virtual